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Após alagamento de casa no Uberaba, família espera uma solução

A quinta-feira foi dia de limpeza na casa de Rita (Foto: divulgação) - Após alagamento de casa no Uberaba, família espera uma solução
A quinta-feira foi dia de limpeza na casa de Rita (Foto: divulgação)

Um dia após o alagamento da casa da família Magalhães, moradores da Rua Afonso Loyola e Silva, no bairro Uberaba, a rotina é de limpeza e apuração das perdas causadas pela enxurrada durante a chuva de ontem. Segundo moradores da região, o caso é recorrente devido a problemas com bueiros e manilhas.  

A Secretaria de Obras da Prefeitura esteve na rua, na manhã de hoje (11) para averiguar o problema. Em nota, foi verificado que existem tubulações particulares abaixo da dimensão esperada cruzando lotes particulares. Dessa forma, o subdimensionamento impede o fluxo da água pluvial para o fundo de vale o que ocasiona o acúmulo de água.  Os fiscais averiguaram, também, que existem construções irregulares sobre a faixa não edificável de drenagem.

Após uma vistoria mais completa em toda as áreas próximas, os proprietários de imóveis que se encontrem irregulares serão notificados e receberão orientação para resolver o problema encontrado. A Secretaria de Obras ressalta que a legislação atual não permite que a Prefeitura realize intervenções em lotes particulares.

Problema recorrente

O problema não é de agora, conforme Carlos Alberto Medeiros, vizinho do lado esquerdo de Rita. Em 2014, houve algo semelhante porque os bueiros não deram conta do volume de água que desceu da Rua Ingá. Foi aberto um pedido à prefeitura que instalou um novo bueiro no local. 

“Não adianta nada porque aqui é fundo de vale. O problema é com a manilha que não suporta a vazão. Quando a chuva é muito forte a água vem com toda a força da rua em frente. Os bueiros ficam entupidos com folhas e pedras”.

 A esposa, Gisele, estava na casa ao lado e viu o desespero da vizinha ao lado. Ela conta que a água foi subindo tão rápido que ela ofereceu ajuda para que Rita e o bebê pulassem o muro. “Achei que eles iriam se afogar”, diz ela.  Nada aconteceu na casa de Carlos e Gisele porque o terreno é aterrado e está acima do nível da rua.

Prejuízo

As perdas foram muitas, segundo Rita Magalhães, 41 anos. “Nem sabemos por onde começar” Foram roupas, móveis, eletroeletrônicos que não poderão ser reaproveitados por terem ficado em baixo da água, mas a colaboração dos vizinhos tem ajudado a apurar as perdas.  Mesmo diante do caos, Rita contou que a família dormiu na casa. “Ficamos com medo de um nova chuva e uma nova enxurrada”. A água chegou a subir mais de 1,5 metros. “Agora, é esperar uma solução para que isso não volte a acontecer”, finaliza.

A enxurrada de água chegou a mais de 1,5 metros. O saldo de perdas é quase total. (Foto: Divulgação)