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Após dez meses de estudos, plano estratégico de Maringá é apresentado

Evento será às 19h, na sede da Acim (Foto: Divulgação) - Após dez meses de estudos, plano estratégico de Maringá é apresentado
Evento será às 19h, na sede da Acim (Foto: Divulgação)

Após dez meses de pesquisa, nesta quinta-feira (6), a sociedade civil organizada vai receber o plano estratégico socioeconômico que vai apontar as possibilidades de crescimento para Maringá. No período da tarde, o documento será apresentado à imprensa e, à noite, entregue para o Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem) e Associação Comercial e Empresarial de Maringá (Acim), que encomendaram e custearam o estudo.

A expectativa é reunir cerca de 200 pessoas na sede da Acim, entre autoridades como o prefeito de Maringá Roberto Pupin, empresários e representantes de entidades, para conhecer o plano, que será apresentado por Jerri Ribeiro, sócio da PwC Brasil, empresa contratada para elaborar o documento.

Elaboração

O plano estratégico envolveu análise de três mil indicadores sociais e econômicos e entrevistas com mais de 180 empresários e lideranças. O objetivo foi apontar três áreas do futuro e dez setores potenciais para a econômica local, alguns já com relevância atualmente.

Os consultores avaliaram ainda o documento ‘Maringá 2030’, elaborado pelo Codem; o estudo do planejamento do Parque Tecnológico de Maringá da Fundação Certi; as vocações de Maringá, o que significou estudar a história da cidade, composição detalhada do Produto Interno Bruto (PIB) entre 2009 e 2014, e o que cada setor representa para a economia em relação a emprego e volume de negócios.

Os pesquisadores também utilizaram a técnica de data analytics para analisar o estágio de desenvolvimento de Maringá e compará-la aos 5,5 mil municípios brasileiros, com base em mais de 2,5 mil indicadores sociais e econômicos. As áreas do futuro foram identificadas levando em consideração as cinco megatendências que devem impactar na sociedade, meio ambiente e negócios até 2030, segundo estudo global da PwC. São elas: avanços tecnológicos, mudanças climáticas e escassez de recursos, mudanças demográficas, deslocamento do poder econômico global e urbanização acelerada.

O plano traz a contextualização sobre o mercado atual, oportunidades e ameaças, bem com os desafios para Maringá continuar crescendo de forma equilibrada e constante, segundo os princípios magnos estabelecidos pela sociedade organizada no documento Maringá 2030, que foram atualizados durante o projeto para o ano 2047. Os princípio são: qualidade de vida; renda equânime; ambientalmente sustentável; excelência em serviços; cidade segura e moderna; elevados níveis de emprego e renda; exportadora de produtos de alta tecnologia e reconhecida internacionalmente (empresas globais).

A PwC aponta, no documento, uma governança para o acompanhamento e implantação dos planos de ação, mas caberá à Acim e ao Codem definir como será o acompanhamento e implementação do estudo e se será adotado o modelo de governança sugerido.

Masterplan

Com atuação em mais de 150 países, a PwC Brasil foi contratada para conduzir o estudo, que foi custeado por grandes e pequenos empresários, como taxistas, hotéis, restaurantes, empresas de comunicação, de aluguel de carro e estacionamento – quem não pode comprar cota, doou com serviços, como diárias de hotéis ou refeições para os técnicos que vieram a Maringá coletar informações.

O plano socioeconômico é a primeira etapa do masterplanejamento para Maringá até 2047, quando a cidade completará cem anos. Na segunda, outra consultoria de atuação internacional será contratada, para com base neste relatório socioeconômico, definir o planejamento urbanístico (físico-territorial) para a cidade continuar crescendo de forma ordenada, com locais para instalação de espaços públicos, moradias, indústrias, entre outros. Novamente o estudo deverá ser custeado pela iniciativa privada.

Colaboração Assessoria de Imprensa