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Após reunião, estudantes decidem desocupar colégio estadual

Apesar da decisão, alunos continuam em estado de alerta e dão prazo para obras começarem a ser executadas (Foto: Divulgação) - Após reunião, estudantes decidem desocupar colégio estadual
Apesar da decisão, alunos continuam em estado de alerta e dão prazo para obras começarem a ser executadas (Foto: Divulgação)

Horas depois da reunião que definiu as providências que serão tomadas pelo governo estadual no Colégio Estadual Frei Doroteu de Pádua, o grupo que ocupou o prédio decidiu deixar o local a partir desta sexta-feira (5). A decisão foi tomada em assembleia após a negociação com o superintendente de Desenvolvimento Educacional Victor Hugo Dantas, que aconteceu na manhã de hoje (4).

O governo do Estado prometeu reformar a instituição, que foi ocupada pelos estudantes na manhã de segunda-feira (1º), data em que estava previsto o retorno às aulas na rede estadual. A reunião realizada nesta quinta começou cedo e envolveu alunos, professores e representantes do governo. A conversa aconteceu em uma das salas de madeira – uma das várias situações que revoltou os estudantes.

Dantas acompanhou a situação dos alunos e reconheceu a precariedade da estrutura do colégio. “A situação é complicada porque há uma topografia delicada, há muito não se faz investimento aqui. Então nós vamos alocar mais dois recursos, sendo um de R$ 150 mil e outro de R$ 100 mil [R$ 250 mil no total] que é para fazer as readequações”, esclarece o superintendente, ressaltando que esse dinheiro ainda não inclui os gastos com as novas salas de aula.

A previsão, segundo o governo do Estado, é de que as novas salas de aula sejam entregues no começo do próximo ano. O colégio, que fica na região do distrito de Periquitos, teve as salas de madeira construídas em 2008 e, desde então, não recebeu mais reformas.

Após a reunião, os alunos mobilizados organizaram uma assembleia, onde decidiram que a ocupação se retira do prédio amanhã. A partir das 8h, eles farão um mutirão de limpeza até a hora do almoço e, após os trabalhos deixam o colégio. Contudo, eles permanecem em estado de alerta e, caso nenhuma das propostas seja cumprida nos próximos 60 dias, eles prometem retomar a ocupação.

Colaboração Priscila Koteski, da Rede Massa.