24°
Máx
17°
Min

Após vencer câncer agressivo, adolescente é eleita Miss Simpatia pela 2ª vez

Após vencer câncer agressivo, adolescente é eleita Miss Simpatia pela 2ª vez

A adolescente Sabrina Hellen ganhou o concurso Miss Simpatia de Douradina (a 108 quilômetros de Cianorte) pelo segundo ano seguido. Mas se engana quem pensa que a vitória é um simples fato na vida de uma garota de 16 anos. Este ano, a vitória veio com Sabrina vitoriosa na luta contra um câncer após oito meses intensos de tratamento. 

Com apenas 16 anos, Sabrina Helen já é exemplo de superação, foi coroada Miss Simpatia da cidade onde mora e ostenta as faixas de 2015 e 2016. A garota foi diagnosticada no ano passado com carcinoma, um câncer bastante agressivo. 

A descoberta da doença veio depois que ela sofreu uma paralisia facial e, em seguida, encontrou um caroço no pescoço. Inicialmente, os médicos pensaram se tratar de uma infecção e o diagnóstico correto só aconteceu depois de ser encaminhada ao Hospital do Câncer em Cascavel. 

Ao receber a notícia de um câncer tão avançado, Sabrina Hellen teve medo de morrer, mas com muitas coragem enfrentou uma rodada de 31 sessões de radioterapia, outras tantas de quimioterapia e duas cirurgias, uma delas para a implantação de um cateter que deverá usar por mais dois anos. Para uma adolescente linda e vaidosa, a queda do cabelo foi difícil. 

“Logo meu cabelo começou a cair e, sem dúvida, foi a pior coisa para eu aceitar. Deixei ele cair aos poucos e somente depois de sete meses de tratamento tive finalmente a coragem de raspar. Hoje não me arrependo nem sinto vergonha”, contou.

Apaixonada pela música country, Sabrina Hellen decidiu disputar o concurso Miss Popularidade de Douradina pela segunda vez. Os cabelos não fizeram falta, pois a adolescente levava a beleza de alguém que lutou pela vida. 

“Eu chorei junto com a médica, ela me abraçou e disse que a minha luta tinha acabado. Quando estava em tratamento, parecia que tudo aquilo, toda aquela dor de furar veia, furar o cateter, todas aquelas ânsias de vômitos da quimioterapia nunca acabariam. Hoje, depois de oito longos meses de tratamento, e sem dúvida muito sofrimento, fiz uma ressonância e não deu mais célula de câncer.

Colaboração Portal da Cidade (douradina.portaldacidade.com)