27°
Máx
13°
Min

Área onde funcionava empresa de explosivos está destruída

Área onde funcionava empresa de explosivos está destruída

O terreno onde funcionava a empresa que explodiu na tarde de sábado (8), em Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, ficou completamente destruído. Além dos danos materiais por todo o município, o local sofre também com danos ambientais.

Pouca coisa sobrou do terreno de mata nativa onde funcionavam sete paióis. “Hoje não tem mais nada, nem os paióis”, comentou o delegado-titular do município, Mário Sérgio Bradock. Sete caminhões estavam no local - pelo menos dois completamente carregados - e explodiram. Partes dos veículos e da estrutura construída do espaço estão espalhadas pela região.

O delegado conta que a equipe, composta inclusive por especialistas em segurança, trabalha em um plano de ação para retirar os explosivos que não foram detonados e ainda estão no local. A estimativa é que cerca de 50 toneladas do material continuam no terreno. “Precisamos retirar com o máximo de cuidado para não causarmos mais acidentes”.

Já foram contabilizadas 150 casas afetadas, 200 pessoas desabrigadas e 80 feridos. Nenhuma morte foi registrada.

Segurança

Mais uma vez Bradock destacou que já havia alterado o proprietário da empresa sobre os riscos com a segurança no terreno. Há aproximadamente 20 dias foi cometido um furto no local, o que motivou, de acordo com o delegado, uma autuação para a empresa.

“O proprietário alega que tudo começou com um incêndio criminoso, que alguém entrou e tocou fogo no caminhão. Mas se alguém entrou é porque não tinha ninguém vigiando. O local não tinha condições nenhuma de segurança, estava sem iluminação, sem monitoramento, não tinha escolta armada”, disse.

Outra irregularidade que o delegado aponta é o excesso de explosivos armazenados no espaço e nos caminhões. “Não poderia ter toda aquela quantidade ali. Geralmente os veículos que transportam explosivos são pequenos e lá tinham carretas gigantes carregando tudo aquilo de explosivo”, comentou.

O proprietário da empresa está preso na delegacia do município. A empresa divulgou uma nota em que afirma que “sempre cumpriu rigorosamente com todas as obrigações exigidas pelas autoridades competentes” e “possui todos os alvarás e licenças necessárias para o regular funcionamento”. A empresa informou ainda que tem “absoluta convicção de que a explosão ocorrida na tarde de ontem foi provocada por ação criminosa praticada por terceiro”. Além disso, se compromete a minimizar os danos causados em decorrência da explosão.

Colaboração Juliana Rodrigues / Rede Massa