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Argentinos ‘invadem’ lojas e hotéis de Foz do Iguaçu

Preços mais em conta estão atraindo os visitantes (foto: Adenésio Zanella/Itaipu Binacional) - Argentinos ‘invadem’ lojas e hotéis de Foz
Preços mais em conta estão atraindo os visitantes (foto: Adenésio Zanella/Itaipu Binacional)

Eles estão nos hotéis, nas lojas, nos atrativos. Foz do Iguaçu (PR) foi “ocupada” por argentinos, não só pelos que moram em Puerto Iguazú e vizinhanças, mas vindos de vários pontos daquele país, que vêm passar férias no Brasil e, no trajeto, aproveitam para permanecer dois ou três dias aqui, na ida ou na volta da viagem.

Os argentinos são a “esmagadora maioria”, na expressão de um hoteleiro, dos 42% de hóspedes estrangeiros que ocupam vagas nos hotéis, especialmente nos de categoria quatro estrelas. Foram eles, portanto, que garantiram para julho a ocupação média de quase 70% nos hotéis de Foz, conforme a pesquisa do Sindicato de Hotéis, Restaurantes e Bares (Sindhotéis), compensando a queda no número de turistas brasileiros.

No lado brasileiro das Cataratas, também houve aumento de visitantes da Argentina, na comparação com o ano passado. Segundo dados do Parque Nacional do Iguaçu, entre os dias 1º e 22 de julho, passaram pelos portões 44.194 argentinos, ante 36.537 no mesmo período de julho do ano passado. 

O crescimento é de 21%. Historicamente, os argentinos sempre foram o segundo país com mais visitantes nas Cataratas do lado de cá da fronteira, atrás apenas dos brasileiros.

No lado argentino, o número de visitantes do próprio país, no Parque Nacional Iguazú, surpreendeu, já que a previsão era pessimista, porque a Argentina também enfrenta uma crise econômica. 

Em alguns dias de julho, já foram superados recordes diários de visitantes, como no dia 19, quando 9.578 visitantes foram conhecer as Cataratas do lado argentino. E a expectativa, a partir daí, foi de novos recordes. Os hotéis de Puerto Iguazú também tiveram a agradável surpresa com a ocupação média inesperada, o que mostra que, na Argentina, as férias de julho são “sagradas”, com crise ou sem ela.

No caso da procura pelo Brasil, a explicação é simples. Os preços, para os visitantes, estão muito mais em conta. A diferença, em alguns casos, chega a 50%, o que faz com que os argentinos representem um grande percentual dos consumidores nas lojas e nos supermercados de Foz do Iguaçu. 

No novo Shopping Catuaí Palladium, por exemplo, os argentinos já representam 25% de todos os frequentadores.

Colaboração: Assessoria de imprensa