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Arquidiocese de Maringá condena desconto no salário dos servidores municipais

Cerca de 400 trabalhadores se cadastraram na lista feita pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Maringá (Sismmar) para receber cestas básicas. São funcionários que participaram da greve da categoria entre março e abril e agora tiveram os salários descontados pela administração.

É o caso da cozinheira Jandira de Oliveira, que não sabe o que irá fazer para pagar as contas. “Ou a minha água vai ficar atrasada ou a minha luz, ou até a compra lá de casa”, colocou.

Nesse domingo (1º), os servidores municipais participaram da Peregrinação do Trabalhador, organizada pela Arquidiocese de Maringá, e manifestaram seu descontentamento. Uma das faixas levada por eles dizia “Pupin tirou o direito do servidor alimentar sua família”.

O arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, falou sobre o assunto e disse que é, “no mínimo, uma injustiça”.

“Se na Constituição diz que tem direito à greve, ninguém tem direito de descontar o salário dos dias parados. Isso é um abuso de poder, não é serviço que se preste para aqueles que estão servindo. O prefeito, o poder constituído, precisa dos servidores, sozinho ele não faz. Agora vai descontar, vai tirar o pão da mesa daqueles que estão servindo, ajudando a administrar o município?”, questionou o arcebispo.

O Sismmar busca cestas básicas junto à Igreja, entidades e comunidade em geral para ajudar os trabalhadores com menores salários, cujo impacto do desconto é maior no orçamento doméstico.