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Atrasos e cancelamentos geram transtorno no Aeroporto Afonso Pena

Foram registrados oito atrasos e seis cancelamentos - (foto: Infraero) - Paralisação durou duas horas e atingiu 12 aeroportos em todo o Brasil
Foram registrados oito atrasos e seis cancelamentos - (foto: Infraero)

A paralisação dos serviços de atendimento aos clientes no Aeroporto Afonso Pena em São José dos Pinhais na manhã desta quarta-feira (3) gerou atrasos nos voos e transtornos aos passageiros.

As informações da Infraero são de que por aqui, entre às 6 horas e às 8 horas nenhum pouso ou decolagem foi efetivado. Com isso, oito voos atrasaram e seis foram cancelados, sendo a maioria deles com destino a São Paulo.

Além de Curitiba, funcionários de outros 12 aeroportos brasileiros aderiram ao protesto e as duas horas de suspensão dos serviços foram suficientes para um efeito cascata. Algumas empresas aéreas chegaram a avisar os passageiros por e-mail e sugeriram a alteração da data de embarque, no entanto, quem tinha compromisso agendado preferiu enfrentar o atraso a perder o voo.

A previsão é que todos as operações sejam normalizadas até o início da noite.    

De acordo com a Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil), a mobilização dos servidores é motivada pelo descontentamento da categoria em relação ao reajuste salarial. A data-base dos aeroviários é 1º de dezembro, mas a oferta das empresas, de 11% divididos em duas vezes não foi aceita pelos trabalhadores.

Orientação

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) divulgou que acompanhou o paralisação e segue monitorando o impacto dos cancelamentos e atrasos. As empresas devem manter os passageiros informados sobre a situação e garantir alimentação no caso de atrasos que ultrapassem uma hora, e ainda acomodação adequada ou hospedagem quando a espera for superior a quatro horas. As reclamações podem ser registradas nas agências de atendimento nos aeroportos.

Como a mobilização acontece às vésperas do feriado de Carnaval, o TST (Tribunal Superior do Trabalho), prevendo um possível aumento na paralisação, determinou, que neste período, 80% dos trabalhadores do setor aéreo mantenham suas atividades. A multa diária, em caso de descumprimento foi fixada em R$ 100 mil.