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Banco de Dados de DNA ajuda a encontrar autor de mais de 20 crimes de violência sexual

A seção de Genética Molecular Forense, da Polícia Científica do Paraná identificou neste mês o autor de mais de vinte crimes de violência sexual em Curitiba e Região Metropolitana, através de um Banco de Dados de Perfis Genéticos.

O perfil genético do acusado Valdeci de Araújo Motta foi encaminhado para análise com o intuito de descobrir se haveria confronto com algum perfil genético já incluso no Banco de Dados. Para a surpresa dos peritos responsáveis, as amostras coletadas de uma escova de dente de Motta foram confrontadas e tiveram resultados positivos com a de uma vítima que havia sofrido violência sexual no ano de 2003.

O acusado que costumava praticar os crimes principalmente na região de Colombo e Curitiba veio a morrer no ano de 2012. O laudo que comprova que Motta é autor do crime foi entregue ao Juiz César Maranhão de Loyola Furtado, da 7ª Vara Criminal no último dia 23 de fevereiro.

Sendo assim, ficou registrado na história da Polícia Científica do Paraná, como sendo o primeiro caso forense resolvido por meio de um banco de Dados de Perfis Genéticos. 

“Para nós, é algo gratificante. Esperamos que o Banco de Dados alcance o maior número de amostras coletadas para que estes casos em aberto sejam resolvidos, melhorando a qualidade dos inquéritos dos crimes sem autoria conhecida, consequentemente, diminuindo a impunidade”, pondera o Chefe da Divisão de Laboratórios, Thiago Yuiti Castilho Massuda.

A Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG) chegou ao Brasil no ano de 2012 com o Sistema Combinado de Índices de DNA (Coldis) cedido pelo FBI. O Banco de Dados de Perfis Genéticos analisa amostras coletadas em vítimas que sofreram violência sexual, ou em vestígios deixados em cenas de crime sem a necessidade de um suspeito formalmente apresentado pela investigação policial. O objetivo principal é subsidiar a apuração criminal e a identificação de pessoas desaparecidas, além de auxiliar na elucidação de crimes em aberto, bem como evitar condenações equivocadas.

Registros

Atualmente mais de 900 amostras genéticas já foram inseridas no banco desde o início de seu funcionamento. De acordo com o Chefe do Laboratório de Genética Molecular Forense, Marcelo Malaghini, a previsão é de que até o ano que vem, toda a população carcerária com histórico de crimes hediondos passará pela coleta de amostras. “Em pouco tempo, todos os esses três mil presos já terão os materiais genéticos inclusos”, complementa Malaghini.

Informações Instituto Médico Legal