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Bebê morre e mãe está a mais de 12 horas no hospital esperando para retirar o feto

(Foto: Divulgação/Hospital Evangélico) - Bebê morre e mãe está a mais de 12 horas no hospital esperando para retirar o feto
(Foto: Divulgação/Hospital Evangélico)

Daniele Cristina Gonçalves, de 27 anos, acordou sentindo algo estranho com o filho, que estava prestes a nascer. O bebê não se mexia. Daniele resolveu ir até o posto de saúde João Cândido, para saber se estava tudo bem. Não estava. Os funcionários desconfiaram que a criança estava morta.

O diagnóstico oficial, no entanto, só foi confirmado por volta das 9h no Hospital Evangélico, em Curitiba, onde a mãe, que possui problemas de pressão alta, tinha realizado todo o pré-natal. O bebê, que estava com 38 semanas, tinha realmente morrido. Não bastasse a dor de perder o filho, Daniele teria de passar por mais um sofrimento.

Desde a hora em que chegou ao Evangélico até a noite desta quarta-feira (2), ela não tinha sido encaminhada para algum procedimento, a fim de que o feto fosse retirado. Segundo Ana Paula Gonçalves, irmã da mulher de 27 anos, a justificativa do Hospital está em um problema técnico. “Eles afirmaram que estão sem sistema e por isso não conseguem liberar a guia.”

O hospital Evangélico confirmou que o sistema realmente caiu, mas afirmou que as cirurgias necessárias não estão sendo afetadas por conta do problema. De acordo com Ana Paula, a equipe médica do local teria medicado Daniele para induzir o parto natural. O problema é o tempo. “Eles disseram que o remédio pode agir entre uma e 24 horas. Depois, se não acontecer a indução, aí sim eles vão fazer a cirurgia. O nosso medo é que a Daniele tenha algum tipo de problema, porque ela tem pressão alta”, afirmou Ana Paula.

O plantonista do hospital informou que não poderia passar informações sobre o caso para a reportagem, mas confirmou que o procedimento em casos como esse é, primeiramente, induzir o parto normal e depois, em último caso, realizar a intervenção cirúrgica. Ele afirmou, por fim, que todas as informações oficiais e o posicionamento do hospital devem ser repassadas pela Assessoria de Comunicação do Evangélico, nesta quinta-feira (3).

A família, por sua vez, está com receio de perder Daniele. Ana Paula, que precisou sair do hospital, relatou que foi avisada que não poderia voltar a entrar, para ficar com a irmã. “Aí eu perguntei se pelo menos o pai da criança poderia entrar. Eles falaram que se ele chegasse até umas 23h, talvez seria permitida a entrada”, explicou.