Você poderá alterar sua localização a qualquer momento clicando aqui.
Ocultar   |   Alterar cidade
Você está vendo conteúdo de Curitiba e região.
Ocultar   |   Alterar cidade

Boca Aberta volta a causar confusão em UPA

O vereador Emerson Petriv (PR) voltou a se envolver em uma confusão na Unidade Pronto Atendimento (UPA) do Jardim do Sol, em Londrina, na noite desta quarta-feira (11).

Assim como na semana anterior, ele foi até o local para conferir a escala de trabalho dos médicos. Durante um discurso em frente a pacientes que aguardavam atendimento, foi constatado que os cinco médicos do plantão estavam presentes. A população começou a pedir para que o vereador se retirasse do local, com gritos de “fora”.

O presidente da Câmara, Mário Takahashi (PV), também foi ao local e confirmou a presença de todos os médicos que estavam escalados.

Polícia Militar e Guarda Municipal foram acionados para conter os ânimos e parte dos médicos e enfermeiras foram até a delegacia representar novamente contra o vereador. Eles alegam que estão recebendo ameaças de morte nas redes sociais, resultado dos transtornos que Boca Aberta tem causado na unidade de saúde.

Na terça-feira (6) da semana passada, Petriv e os médicos da mesma unidade foram parar na delegacia depois que o vereador chegou ao local gravando um vídeo em que acusa médicos de faltarem à escala ou dormirem durante o serviço.

CRM se manifesta

O Conselho Regional de Medicina do Paraná divulgou uma nota repudiando as "atitudes desrespeitosas e ofensivas" de Boca Aberta. "Além de constranger médicos, demais profissionais de saúde, guardas municipais e também usuários dos serviços, ainda promoveu a exposição indevida de suas imagens em redes sociais, rompendo os limites legais para amparar a autopromoção e propiciar conotação sensacionalista", diz a nota.

O CRM admite a prerrogativa do vereador de fiscalizar a unidade pública de saúde, mas diz que a atitude dele é agressiva à classe médica. "Ao se referir à UPA como “depósito de rejeitados”, também ofende a comunidade londrinense, seus servidores e representantes".

Ainda de acordo com a nota, o Conselho já pediu à Câmara de Vereadores de Londrina que apure a conduta do parlamentar na Comissão de Ética.

"Pelas circunstâncias e repercussão dos fatos, o CRM-PR solidariza-se e também cumpre desagravar os médicos que foram aviltados em seu local de trabalho. Ao mesmo tempo, cumpre reiterar o seu papel de órgão disciplinador e fiscalizador da atividade médica, sempre com a missão preponderante de assegurar à população o melhor na atenção a sua saúde. Nesse sentido, manter-se-á atento para que os rigores éticos da profissão sejam preservados", finaliza a nota.

(colaborou Miro Silva/Rede Massa)