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Bombeiros treinam combate e uso de incêndio controlado em Vila Velha

O manejo florestal com uso do fogo controlado é usado desde 2014 no parque (Foto: IAP) - Bombeiros treinam combate e uso de incêndio controlado em Vila Velha
O manejo florestal com uso do fogo controlado é usado desde 2014 no parque (Foto: IAP)

O Corpo de Bombeiros do Paraná ministra nesta semana no Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa, treinamento sobre combate a incêndios florestais e uso da queima controlada. Participam do treinamento, que vai até dia 18, aproximadamente 350 pessoas, entre bombeiros, funcionários do parque e das empresas Arauco e Águia Florestal, que atuam de maneira voluntária no combate a incêndios na Unidade de Conservação.

Também participam do curso alunos do Curso de Formação de Soldados do Corpo de Bombeiros, que torna a prática de extrema importância para a corporação. “Eles conseguirão receber um treinamento de alto nível, chegando o mais próximo possível da realidade de combate a incêndio em vegetação, em um local apropriado e com instalações adequadas para alojar toda nossa equipe de instrutores e alunos”, afirma o major Rafael Lorenzetto, chefe da Comunicação Social do Corpo de Bombeiros do Paraná (CBPR).

"O mais importante é a oportunidade de aliar a instrução teórica com a instrução prática, inclusive com o uso do fogo real durante as simulações, tornando os futuros bombeiros militares aptos a atuarem nas ocorrências de incêndio ambiental", disse o major.

O manejo com fogo controlado também é para a fauna, pois, após a renovação de algumas espécies, observou-se a presença de animais que não tinham sido vistos no local anteriormente.

Fogo controlado

O manejo florestal com uso do fogo controlado é usado desde 2014 no parque e consiste na aplicação de fogo controlado em fragmentos selecionados de campos naturais, para desmatar as espécies invasoras e restaurar os ecossistemas. Seu objetivo é restaurar o ecossistema da forma mais próxima possível à época de criação do parque, na década de 1960.

O Paraná foi um dos primeiros estados a implantar essa ferramenta de recuperação de forma não experimental, e os primeiros estudos começaram em 2009, em parceria com a Universidade Positivo e a Universidade Federal do Paraná.

A técnica é aplicada há dois anos na Unidade de Conservação e, de acordo com o Instituto Ambiental do Paraná (IAP), responsável pelo local, o seu resultado se mostrou positivo para a recuperação ambiental. "O fogo faz com que as espécies nativas voltem à superfície no lugar das espécies invasoras, aumentando a diversidade. Algumas espécies que não eram vistas há muito tempo foram favorecidas após a aplicação da técnica", diz Ângela Dalcomune, técnica do IAP.

Quando controlado por técnicos capacitados, o uso do fogo pode ser benéfico para a vegetação, pois elimina as espécies exóticas invasoras e permite que o solo e a flora local sejam renovados. "A técnica deve ser aplicada somente pelo pessoal treinado, para que seja bem-sucedida e possa ajudar na renovação das espécies, e não prejudicá-las", afirma Ângela.

Como é feito

O manejo com fogo controlado pode ser feito apenas por técnicos capacitados, e consiste em mapear as áreas fragmentadas, que são trabalhadas gradativamente. Após avaliarem as condições climáticas e as melhores datas para a realização do manejo com fogo controlado, são retiradas as árvores que não são nativas do ecossistema e aceiros - espaços devastados para controle do fogo - são construídos de maneira a dar segurança ao ambiente.

Os próximos passos consistem na aplicação do fogo controlado, acompanhado pelo Corpo de Bombeiros, para não prejudicar o parque. "Os incêndios que não são controlados afetam a fauna e a flora, mas também podem prejudicar as pessoas que trabalham e visitam o local. O treinamento visa preparar os servidores para combater e controlar os incêndios", afirma Ângela.

Após a prática, o trabalho do IAP e dos pesquisadores continua no monitoramento da regeneração das espécies e registro dos resultados.

Colaboração Agência Estadual de Notícias.