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Cabo da reserva denuncia que filho foi agredido por PMs em Maringá

(Foto: Divulgação) - Cabo da reserva denuncia que filho foi agredido por PMs
(Foto: Divulgação)

Aposentado há quatro anos da Polícia Militar, o cabo Selmo Cezar de Oliveira denunciou nesta quinta-feira (9) que seu filho foi agredido supostamente por três PMs durante a madrugada. O caso teria acontecido na Avenida Tiradentes, Zona 1 de Maringá.

Ele buscou o comando do 4º Batalhão da Polícia Militar, que abriu um inquérito para investigação. Segundo cabo Selmo, o filho estava com a irmã em um barzinho e teria ido até o carro para cochilar, porém, esqueceu a chave do veículo e retornou ao estabelecimento.

Na ida e volta do barzinho, ele teria olhado uma abordagem policial, sendo questionado pelos PMs. “O policial perguntou o que ele estava olhando e ele perguntou se não podia. Os policias já teriam partido para a agressão, querendo algemar”, declarou.

Eduardo Gabriel Bitencourt Oliveira, 22 anos, recebeu socos e chutes no rosto, teria sido colocado em um camburão e levado até uma estrada rural. Abandonado pelos policiais, conseguiu pegar um ônibus e ligar para o pai buscá-lo no Terminal Urbano de Maringá.

Na manhã desta quinta-feira, o jovem procurou socorro na Unidade de Pronto Atendimento, pois sentia dores na cabeça. Cabo Selmo declarou que ficou surpreso com o episódio e quer esclarecimentos. Para ele, se o filho tivesse cometido algo errado, deveria ser levado para a delegacia e não agredido e abandonado em uma estrada de terra.

“Falta preparação com certeza. Os policiais, com essa atitude, estão dificultando a própria vida como profissionais.”

Providências

Cabo Anselmo declarou que conversou com o comando da Polícia Militar, que se mostrou solícito para investigação. O responsável pelo setor de relações públicas da Polícia Militar, tenente Tiago Rodrigues Urbano, explicou que a denúncia foi recebida, juntamente com o termo de declaração do rapaz agredido.

“Nós vamos colher informações e será instaurado um inquérito policial militar para maiores detalhes do caso, a autoria, se há testemunhas. Independente de ser policial aposentado, qualquer pai diante de uma situação dessa, pode procurar o batalhão e será feito o mesmo procedimento”, declarou.