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Cadeia de Guarapuava é interditada após fuga de presos

Juíza da Vara de Execuções Penais determinou interdição da cadeia e transferência de presos (Foto: Ângelo Neto / Rede Massa) - Cadeia de Guarapuava é interditada após fuga de presos
Juíza da Vara de Execuções Penais determinou interdição da cadeia e transferência de presos (Foto: Ângelo Neto / Rede Massa)

Por meio de uma determinação da Vara de Execuções Penais (VEP), a cadeia pública de Guarapuava foi interditada. A decisão foi tomada após a fuga de dez presos ocorrida na última sexta-feira (26), quando eles pularam o muro que fica ao lado da guarita. Oito deles foram recapturados, mas dois seguem foragidos. Além da interdição, Justiça determinou a transferência de presos.

A decisão, protocolada pela juíza da VEP, Paola Gonçalves Mancini, é por tempo indeterminado até que os problemas da unidade prisional sejam resolvidos.

De acordo com a subseção de Guarapuava da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a situação da cadeia da cidade é precária e a interdição é necessária para que os problemas sejam resolvidos e não agravados. Entre os motivos elencados para a decisão está a superlotação, as péssimas condições de higiene e as inúmeras tentativas de fuga ocorridas nos últimos meses.

Ainda de acordo com a determinação judicial, pelo menos 66 detentos deverão ser transferidos imediatamente. Além disso, em dez dias, outros 20 presos de alta periculosidade deverão deixar o local para cadeias com maior segurança.

Atualmente, a cadeia pública abriga cerca de 400 detentos, mas só tem espaço para pouco mais de 160 presos.

Outra medida que deve ser adotada para reduzir a superlotação do local é a remoção dos presos provisórios que ainda estão na unidade. Caso a determinação da Justiça não seja cumprida, será aplicada uma multa de R$ 500 ao dia por preso que não for transferido.

Nos últimos 12 meses, o local registrou pelo menos 30 fugas, sem contar as tentativas que foram frustradas pelos policiais.

Na última sexta, dez presos escaparam, mas apenas dois continuam foragidos. Paulo Roberton Seixas, que responde por furto e associação criminosa, e Adriano Eduardo, preso por tráfico de drogas, ainda são procurados pelas autoridades.

O local para onde os presos serão transferidos não foi divulgado por medidas de segurança.

Colaboração Ângelo Neto, da Rede Massa.