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Campanha discute agressividade no trânsito

(Foto: AEN) - Campanha discute agressividade no trânsito
(Foto: AEN)

O trânsito é estressante e pode instigar a violência. Esta é a opinião da psicóloga Marina Pires Alves Machado. De acordo com ela, o trânsito por si só já é bastante estressante e, com barulhos altos e constantes, tende a ser ainda mais. “A buzina pode ser percebida como um 'grito' ou como 'escrever uma mensagem em caixa alta' para alguém. É entendida como ofensa pelo motorista que a recebe e pode gerar um comportamento agressivo em retorno. É entendida como se fosse um xingamento. Por esse motivo instiga a violência, a agressividade, aumenta o estresse e a irritabilidade”, explica.

A agressividade também faz parte da campanha "31 dias para mudar o trânsito", que está sendo promovida pelo Departamento de Trânsito do Paraná (Detran) como parte das atividades do Maio Amarelo.  

O órgão produziu um vídeo inspirado em fatos reais relatando a história de uma família destruída por uma briga de trânsito. "Na preferencial, o carro passou direto e quase bateu no nosso. Eu me assustei, meti a mão na buzina. Aí o cara parou, parou, olhou, tocou em frente. Aí continuei e no sinaleiro a gente emparelhou novamente, ah, não tive dúvida, eu meti a mão na buzina com tudo, com gosto", diz o depoimento. "Eu só vi a minha mulher gritando: 'para com isso amor, para com isso!' Como eu vou parar? Eu só me toquei quando eu vi o cara descendo com a chave de roda e arrebentando tudo. Ai eu olhei para atrás e vi a minha filha toda coberta de caco de vidro, assustada. Por que tinha que ter buzinado, pra quê?”, lamenta.

Lei

O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) orienta que a buzina nos veículos seja utilizada apenas em casos de advertências: para evitar acidentes ou indicar ao condutor a intenção de ultrapassá-los. O uso inadequado, fora das situações previstas em lei, de forma prolongada e sucessivamente, em locais e horários proibidos por sinalização e entre as 20h e 06h, é considerada infração leve, com 3 pontos na CNH e multa de R$53,20.  "Paciência, bom senso e responsabilidade podem salvar vidas. O Detran está atento ao problema de comportamento no trânsito e acredita que só com mais investimentos em educação e uma melhor formação dos condutores poderemos mudar esta realidade", defende o diretor do Departamento, Marcos Traad. 

Colaboração Agência Estadual de Notícias