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Cansados da poeira, moradores se dispõem a pagar pelo asfalto, mas foram alertados que ‘nem isso podem fazer’

Já pensou respirar poeira o dia todo? Não conseguir manter a casa, o comércio, nada limpo? Deve ser bem ruim não é mesmo? Sem contar os problemas respiratórios. Mas, é assim que vivem os moradores da Rua Miguel Furmann, no Bairro Campo de Santana. A via é uma extensão da Rua Ângelo Tozim e ligação entre bairros. De acordo com os moradores da região, pelo menos 5 mil pessoas residem por ali. A rua não tem pavimentação. “É um descaso total”, comenta a moradora Adriane. “Nós já fomos atrás de solução, mas até agora nada”.

Cada vez que um carro passa, a poeira cobre tudo. Com o tempo seco, o caos se instala. Adriane conta que a família reside há cerca de 30 anos na localidade e que perdeu as contas de quantas vezes junto com os vizinhos, pediu uma solução à Prefeitura. “Já fomos lá, protocolamos pedidos, mas eles dizem que vão ver e não dão retorno”, diz. “Na última terça-feira nós fomos na administração regional e eles dizem que precisamos pedir apoio a um vereador, que só com emenda parlamentar que a obra sai. O vereador que representa nossa comunidade já pediu mais de uma vez, mas aí a resposta é que não tem verba”, acrescenta.

Os moradores relataram que até se dispuseram a pagar pelo asfalto, já que são cerca de 800 a mil metros de via. Mas, a resposta que receberam foi ‘desanimadora’. “Nós pensamos em nos reunir e juntos dividir o valor e pagar, mas na administração regional eles disseram que se fizermos o asfalto por nossa conta, a Prefeitura vai mandar passar a máquina por cima e destruir tudo, que não podemos fazer isso”, diz. “Mas, também não resolvem o problema. A Prefeitura não faz, nem nos deixa fazer”.

Ela também revelou, que por conta de a via ser de terra, a cada 15 ou 30 dias, o maquinário de compactação de terra da Prefeitura passa pela rua. Nesta manhã (5), o rolo compactador está por lá.  “Além de não resolver o problema, ainda está gerando rachaduras nas casas. É muito pesado e essas passagens constantes tem gerado mais esse prejuízo”.

A Adriane é proprietária de uma panificadora e de acordo com ela, está cada dia mais difícil manter o comércio aberto. “Trabalho com alimentação, que não combina com sujeira. Passamos o dia todo limpando”, diz. “A frutaria que tinha aqui do lado fechou, eles não aguentaram limpar as frutas e verduras a cada meia hora”.

A reportagem entrou em contato com a assessoria da secretaria municipal de Obras Públicas, que não se posicionou até o fechamento desta matéria.

“A Prefeitura não faz, nem nos deixa fazer”, diz moradora