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Carro de luxo, dinheiro e armas foram apreendidos em operação

A Polícia Federal apresentou durante uma coletiva à imprensa os materiais apreendidos durante as buscas e cumprimentos de mandados da Operação Pecúlio, deflagrada em Foz do Iguaçu, na manhã desta terça-feira (19).

Foto: PF

Entre os produtos apreendidos estão um carro de luxo, muito dinheiro em espécie e também armas de fogo, além de documentos que são alvos da investigação. 

Foto: PF

A PF confirmou que ex-servidores e empresários foram detidos nas ações. Alguns foram levados para explicações de forma coercitiva.

Foto: PF

O delegado que atua nas ações explicou como o esquema funcionava.

“Elegeram empresas para ganhar serviços prestados para a prefeitura e durante o pagamento, no início das obras, o dinheiro era retirado em espécie e voltava de alguma forma para as mãos dos servidores envolvidos nas licitações” disse o delegado Seiji Tamura.

Os primeiros levantamentos apontam em um prejuízo de mais de R$ 4 milhões aos cofres públicos, mas os valores ainda serão contabilizados no decorrer da investigação. A PF também confirmou que há presos de forma preventiva e temporária, mas os nomes não foram divulgados.

Foto: PF

A investigação não descarta pedir a prisão de outros envolvidos, ao analisar os documentos apreendidos nesta manhã. Os envolvidos no esquema vão responder pelos atos.

“Crimes de corrupção ativa, passiva, peculato, organização criminosa e fraude em licitações”, disse o delegado.

Investigação de contratos

A Controladoria Geral da União participou das ações por meio das investigações de contratos firmados para as obras municipais, com recursos obtidos em conjunto com o Governo Federal. Pelo menos seis contratos foram alvos dos trabalhos iniciais, todos de execução de obras do PAC (Plano de Aceleração do Crescimento) relacionados a calçamentos e asfaltos.

Os levantamentos, segundo o representante da Controladoria, apontaram irregularidades, mesmo as obras, ainda em execução, no entanto os trabalhos não devem ser parados, por conta da investigação.

“Interromper as obras não, pode ocorrer um novo rumo a ser tomado, há várias formas de desvio do dinheiro, mas não significa que as obras serão paradas por causa da investigação”, disse Israel José Reis.

As irregularidades serão apuradas e corrigidas para evitar que mais verbas sejam desviadas.

Coletiva Reni Pereira

O prefeito de Foz do Iguaçu, Reni Pereira, concedeu uma entrevista coletiva à imprensa, onde deu explicações e detalhes sobre as ações de busca e apreensão na casa dele. Reni falou das armas apreendidas e do dinheiro encontrado com ele.

Paulo Gorski

E Cascavel o presidente da Companhia de Trânsito da cidade também foi levado à Delegacia da PF. Ele falou com a imprensa, logo após prestar os esclarecimentos. Disse que tem contratos com prefeitura de Foz do Iguaçu, mas que está tranquilo com relação ao desvio de verbas, já que afirma não ter recebido qualquer valor desviado com corrupção.

Foto: André Garcia / Rede Massa

Gorski ainda confirmou que a empresa dele, sediada em São Miguel do Iguaçu, tem dois contratos com a prefeitura de Foz para a execução de asfalto, um deles no valor de mais de R$ 12 milhões e outro com valor aproximado a R$ 6 milhões.