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Casas para moradores do Jardim Kosmos e Vila Nori, só em 2017

(Foto: Divulgação/Marcos Takahara) - Com atraso, prefeitura só deve entregar casas em 2017
(Foto: Divulgação/Marcos Takahara)

As 150 famílias que moram em uma área irregular de ocupação, no Jardim Kosmos e Vila Nori, no Bairro Pilarzinho, ainda terão que aguardar, pelo menos até o ano que vem, para mudar para as casas que têm direito, nas Moradias Maringá I. Os moradores dizem não entender o que acontece, qual o motivo da demora, já que as casas já deveriam estar prontas.

As informações da assessoria de imprensa da Cohab Curitiba, dá conta que “a construtora teria abandonado a obra”. “Foram dois empreendimentos, as Moradias Maringá I e II. As Moradias Maringá II ficaram prontas, foram entregues e as 43 famílias já foram transferidas para lá”, explicou a assessoria.

Já, a construção maior, com 150 casas, está envolta no impasse. “Por conta da crise econômica, a construtora não pode manter o combinado e o contrato foi cancelado”, disse.

As casas, conforme a Cohab, estão praticamente em fase de finalização, mas, a entrega deve ocorrer apenas em 2017. “Precisa de nova licitação, de seguir os trâmites, os prazos legais. Então, é possível que apenas no ano que vem seja possível entregar as casas para as famílias”.

A reportagem questionou a Cohab sobre valores investidos nos dois empreendimentos, prazos previstos, valores já pagos e qual é a construtora que teria abandonado a obra, mas não recebeu as informações até o fechamento desta matéria.

Em matéria publicada no site da Cohab em 2014, a Companhia admite a urgência em retirar as famílias do Jardim Kosmos/Vila Nori, que é tratada como “área de risco”. Na mesma matéria, a informação é que o valor investido nos dois empreendimentos é de “R$ 10,3 milhões para a construção das casas e sobrados, além das obras de infraestrutura dos loteamentos – redes de água, esgoto, drenagem e pavimentação de vias”. Também há informação de que “os recursos são do município, governo federal e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)”.

“Para o Maringá II, foram gastos R$ 3,7 milhões, provenientes do BID e para o Maringá I, o investimento é de R$ 6,6 milhões, em pareceria com o governo federal, como parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1)”.

No mesmo material, a previsão era de que os dois empreendimentos fossem entregues até o fim de 2014.

Problemas

Enquanto isso, os moradores que estão no jardim Kosmos/Vila Nori, seguem de forma precária, expostos aos riscos, relatados pela própria Cohab. “O local está entre as poucas áreas de morro habitadas em Curitiba. Diferente da maioria das ocupações irregulares da cidade, que se concentram em beiras de rios, nestas duas áreas o risco maior é de deslizamentos de terra que possam ocasionar desabamentos”, afirma a matéria de 2014.

Além disso, também “conta com um fundo de vale que passará por recuperação ambiental após a retirada das famílias. A Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) cadastrou no local 318 famílias, das quais 140 estão em local que não apresenta risco nem fere a legislação ambiental, portanto poderão permanecer onde estão”.

Outro problema relatado pelos moradores, é que nem mesmo direitos básicos têm sido respeitados. Entre as reclamações, está a ausência da coleta de lixo, o que gera além do mau cheiro, riscos à saúde das pessoas. A reportagem solicitou posicionamento da Prefeitura em relação ao fato, mas não obteve retorno sobre o caso.