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Caso Jadson: policiais acusados participam de reconstituição do assassinato na zona rural de Sarandi

Corpo do garoto foi encontrado uma semana após o desaparecimento (Foto: Índio Maringá/Rede Massa) - Caso Jadson: policiais acusados participam de reconstituição
Corpo do garoto foi encontrado uma semana após o desaparecimento (Foto: Índio Maringá/Rede Massa)

Um passo importante para a investigação do homicídio de Jadson José de Oliveira, 17 anos, executado a tiros em Sarandi, está sendo dado nesta sexta-feira (9). Os dois policiais militares acusados da autoria do crime foram levados ao local onde o corpo foi achado para a reconstituição.

Os soldados Jonatan Vinicius Goulart, 31 anos, e Marco Aurélio Onishi, 37, trocam acusações sobre quem efetuou os disparos contra a nuca do garoto, que desapareceu no dia 10 de agosto e foi encontrado morto uma semana depois.

A reconstituição acontece no ponto onde o corpo estava, já em avançado estágio de decomposição, no quilômetro 8, zona rural de Sarandi. A Polícia Civil coordena os interrogatórios e a Polícia Militar dá apoio e fornece a viatura para reconstituição.

(Foto: Índio Maringá/Rede Massa)(Foto: Índio Maringá/Rede Massa) 

O crime

No dia 10 de agosto, Jadson José de Oliveira, que tinha passagens pela polícia e teria envolvimento com o tráfico de drogas, foi abordado pelos policiais militares na Rua Machado de Assis. Seus amigos foram liberados, mas ele foi levado na viatura e desapareceu.

Sua família passou a pressionar pela investigação, já temendo o pior. Uma semana depois, um homem notou um cheiro forte em uma estrada rural e encontrou o corpo, que apresentava marcas de tiro na cabeça.

Passados alguns dias, o policial militar Jonatan Vinicius Goulart compareceu à delegacia e denunciou o companheiro de farda Marco Aurélio Onishi. Segundo Goulart, era seu primeiro dia de trabalho com o novo colega, que já teria fama de agressivo e conhecia o adolescente de outras abordagens.

Porém, após ser preso, Onishi apresentou a versão que Goulart teria matado Jadson, inclusive ficando com a roupa suja de sangue. Ambos alegam que não contaram a verdade antes, pois vinham recebendo ameaças.

Com a reconstituição, a Polícia Civil espera encontrar indícios de quem está contando a real versão do que aconteceu com o adolescente.

Colaboração Índio Maringá da Rede Massa