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Caso Rafael Laraniaga: Gaeco descarta suborno, mas comprova excesso de velocidade

O Grupo Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) encerrou a investigação sobre o delegado de Sarandi, Reginaldo Caetano da Silva, acusado de receber suborno para evitar o indiciamento de Pedro Antônio Frasson Filho por homicídio. O jovem se envolveu em um acidente no dia 26 de março, na BR-376, com a morte de Rafael Laraniaga Gomes Capriotti.

A investigação foi iniciada após acusações de populares. Porém, a denúncia de corrupção não foi comprovada pelo Gaeco, como informou o promotor Laércio Januário. Segundo ele, as acusações foram feitas no ‘calor da emoção’, sem provas concretas.

Porém, na apuração do caso, o Gaeco levantou novos detalhes do acidente que devem ajudar na acusação contra Pedro Antônio Frasson Filho, que estava embriagado e furou o sinal vermelho, provocando o acidente. As informações do Ministério Público dão conta que ele também estaria em alta velocidade.

Avaliação sem crime, mas errônea

O promotor Láercio Januário acredita que não houve crime na conduta do delegado Reginaldo Caetano da Silva, mas considera “errônea” a atitude do indiciamento apenas por embriaguez ao volante quando existiu uma morte.

“Errou na classificação do tipo, tanto é que a Justiça da comarca de Sarandi, o promotor e a juíza de plantão reclassificaram o fato de mera embriaguez ao volante para homicídio doloso com dolo eventual”, apontou Januário.

Na investigação, o promotor do Gaeco também fez um trabalho minucioso sobre a colisão e comprovou que Pedro Antônio Frasson Filho estava trafegando pela BR-376 acima do limite de velocidade permitido.  

Imagens de câmeras de segurança mostram que o acusado passou com a sua Range Rover pela praça de pedágio. O trajeto de 18 quilômetros até o ponto do acidente demoraria de 15 a 20 minutos na velocidade permitida. No entanto, Frasson Filho levou oito minutos, furou o sinal vermelho e bateu violentamente contra o GM Celta em que estava Rafael Laraniaga Gomes Capriotti.

“Restou demonstrado que a culpa foi, efetivamente, do condutor da Land Rover, que dirigia, além de estar embriagado, dirigia em excesso de velocidade e avançou o sinal vermelho”, colocou o promotor Laércio Januário.

O Gaeco ouviu 19 pessoas em dois meses de investigação e montou um dossiê sobre o acidente. As informações devem ajudar a Promotoria de Sarandi, que finaliza o inquérito do caso.

A Rede Massa/TV Tibagi fez uma reportagem especial sobre o caso, disponível no Facebook.

Colaboração Willian Souza da Rede Massa