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Caso Thaysa tem reviravolta e irmão da vítima é preso

A filha de Thaysa morreu três dias após cesárea de emergência (Foto: Divulgação) - Caso Thaysa tem reviravolta e irmão da vítima é preso
A filha de Thaysa morreu três dias após cesárea de emergência (Foto: Divulgação)

O caso de Thaysa Vilas Boas, que foi baleada na cabeça em Tapejara, em julho deste ano, teve uma reviravolta. Nessa quinta-feira (18), a Polícia Civil prendeu Danillo Emanuel Vilas Boas, irmão da vítima.

Thaysa estava grávida de oito meses quando recebeu o tiro na cabeça, em Tapejara. Levada ao Hospital Norospar, em Umuarama, passou por uma cesárea de emergência e permanece internada, ainda em estado grave.

O bebê, que ganhou o nome de Lívia, morreu três dias após o parto. A princípio, o principal acusado era o ex-namorado da vítima e, agora, surgiu a suspeita sobre seu irmão. 

Investigações

O crime aconteceu na casa de Danillo, onde Thaysa passava alguns dias após brigar com o companheiro. O delegado de Cruzeiro do Oeste, Gabriel dos Santos Menezes, explicou que as suspeitas caíram sobre o irmão, pois ele foi a única pessoa vista no local e também deixando o imóvel após o disparo. O acusado foi o único que apontou o ex-companheiro da vítima como o atirador. 

Denúncias anônimas chegaram até a polícia, indicando Danillo como autor, indícios que levaram ao pedido da prisão temporária e buscas na casa onde ele vive. No imóvel foi encontrado um revólver calibre 38 com quatro munições, semelhantes a encontrada na cabeça da vítima.

Os objetos serão encaminhados para análise balística. A arma estava embaixo de um guarda-roupa e Danilo, que nega ter disparado contra a irmã, afirma que o objeto foi ‘plantado’ por alguém que deseja incriminá-lo.

O motivo do crime seria uma discussão, pois Danillo teria envolvimento com o tráfico de drogas e tentava aliciar a irmã para as atividades. Os dois teriam uma relação bastante conturbada.

A mesma relação cheia de atritos Thaysa teria com o ex-companheiro. A Polícia Civil ainda não descartou a participação dele, mas não tem evidências que o coloquem como suspeito. O delegado recebeu a informação de que a vítima já respira sem aparelhos, mas continua em coma.