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Cavalo agoniza e poder público 'empurra' responsabilidade

(Foto: Maringá Manchete) - Cavalo agoniza e poder público 'empurra' responsabilidade
(Foto: Maringá Manchete)

Uma moradora denunciou que um cavalo agoniza no Jardim Monte Rei, zona norte de Maringá, desde a manhã desta quarta-feira (9). Ela chegou a ligar para a Secretaria Municipal do Ambiente e para o Centro de Zoonoses, mas recebeu a resposta que deveria chamar a imprensa. A proprietária deixou o cavalo em um matagal e informou à moradora que voltará para buscar quando ele morrer. 

A reportagem do Massa News então ligou para o secretário municipal do Ambiente, Umberto Crispim, que negou ter recebido a denúncia. Ele ainda declarou que a responsabilidade, neste caso, é do Centro de Controle de Zoonoses Vetores e Pragas Urbanas da Secretaria Municipal de Saúde.

“Esse caso é no setor de zoonoses, que tem uma área de dois mil alqueires destinada para fazer esse trabalho”, colocou. Ele informou que a pasta do Ambiente apenas retira os animais dos fundos de vale e inclusive realizou uma reunião nesta quarta-feira para uma campanha, ainda neste mês de março.

Umberto Crispim declarou que os animais encontrados em fundos de vale estão sendo levados para um espaço a 70 quilômetros de Maringá, na zona rural, mas se negou a dizer onde fica localizado. Ele alegou que temia a ação de bandidos.

Quem for flagrado com cavalos nos fundos de vale pode ser multado em R$ 500.

Jogou a responsabilidade

O responsável pelo Centro de Zoonoses, Antonio Guilherme Roncada Pupulin, afirmou que o secretário Umberto Crispim está equivocado. “O centro é um órgão de saúde pública e não de saúde animal. É preciso encontrar o proprietário do animal, ele é o responsável. Essa informação dada pelo secretário não procede e inclusive tem respaldo na lei”, argumentou.

A portaria 1.138 de 2014 do Ministério da Saúde determina que o setor de zoonoses deve recolher e transportar animais apenas quando for de interesse para a saúde pública.

Sem solução

A assessoria de imprensa da Prefeitura de Maringá destacou que a obrigação de recolher e tratar o animal é do proprietário. Também divulgou que está implantando chips nos cavalos abandonados para fazer o acompanhamento e punir os responsáveis, caso sejam identificados. 

Casos recorrentes

Os casos de maus-tratos e abandono de equinos têm sido recorrentes em Maringá e alguns municípios da região metropolitana. Na última semana, uma égua com fratura exposta na pata foi encontrada na Avenida Amazonas, em Sarandi.  Enquanto ela agonizava, um potro mamava. Por fim, o animal precisou ser sacrificado por um veterinário que se dispôs a ajudar voluntariamente.

Colaboração: Portal André Almenara