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Ceasa volta a funcionar normalmente nesta terça-feira (14)

No início da manhã, confusão na Ceasa mobiliza funcionários e polícia militar. (Foto: Divulgação) - Ceasa volta a funcionar normalmente nesta terça-feira (14)
No início da manhã, confusão na Ceasa mobiliza funcionários e polícia militar. (Foto: Divulgação)

Uma assembleia entre as entidades representativas dos agricultores (Aprotiba) e dos permissionários (Sindaruc), com a diretoria do Ceasa Paraná, está marcada para o próximo dia 8 de abril e deverá colocar um ponto final na questão do horário de abertura dos portões da instituição. Hoje pela manhã, um grupo de compradores de pequenos comércios, como hotéis e restaurantes, se envolveram em atos de vandalismo, na sede, no Tatuquara. A direção afirma que o funcionamento será normal, a partir de amanhã (15).

Em nota, a diretoria do Ceasa Paraná repudia e lamenta os acontecimentos que iniciaram na madrugada de hoje. Desde janeiro, o local passou a funcionar das 4h para as 5 horas conforme aprovação dos envolvidos.  A medida de alteração de horário está em caráter experimental, nestes últimos 90 dias.

“Foi uma surpresa”, afirma o presidente do Sindicato Permissionários das Centrais de Abastecimento (Sindaruc), Paulo Salestram. Por volta das 3 horas, houve a concentração dos compradores que reclamavam sobre a mudança do horário. O prédio do Sindaruc foi apedrejado. Segundo ele, espera-se que amanhã tudo volte ao normal.

Segurança

Para o comandante do 13.º Batalhão de Polícia Militar, Tenente Coronel Carlos Eduardo Rodrigues, o protesto fugiu do controle dos organizadores.  As equipes policiais estiveram no local para conter a animosidade entre os grupos de trabalhadores. Por volta as 5 horas, a PM interveio com gás lacrimogênio e balas de borracha de efeito moral, a fim de garantir a integridade das pessoas e coibir os atos ilícitos, conforme o comandante. “As pessoas que organizaram o protesto não avisaram as autoridades, e acabaram perdendo o controle. Não foi pacífico em nenhum momento”, afirma. O saldo foram prédios apedrejados e incendiado, assim como um carro do governo que atearam fogo.

A PM desconhece algum ferido, a não ser um policial militar que levou uma pedrada.