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Centros de Especialidades Médicas não saem do papel

(Foto: Arquivo / EBC) - Centros de Especialidades Médicas não saem do papel
(Foto: Arquivo / EBC)

O sistema municipal de saúde de Curitiba contaria com um centro de especialidade médica em cada distrito da cidade. Este era um dos compromissos da atual administração da prefeitura de Curitiba. Próximo do encerramento desta gestão, o número de centros de especialidades médicas e seus locais não condiz com o de distritos de saúde ou regionais da cidade, conforme dados apresentados no site da prefeitura.

Existem os centros de especialidades médicas na Matriz (região central), Salgado Filho (Uberaba), Santa Felicidade e Vila Hauer. A página da prefeitura na internet ainda cita na lista destes centros o Ambulatório Enccantar, no bairro Mercês, e Centro de Orientação e Aconselhamento (COA), no centro.

E a quantidade de distritos e regionais chega a 10: Bairro Novo, Boa Vista, Boqueirão, Cajuru, Cidade Industrial de Curitiba, Matriz, Pinheirinho, Portão, Santa Felicidade e Tatuquara.

A insatisfação da população com a saúde do município foi relatada em uma recente pesquisa, indicando que para 49% dos cidadãos este é o principal problema da cidade.

A Secretaria Municipal de Saúde, por meio de assessoria de imprensa, informou que a atenção especializada passou pela ampliação de consultas e serviços realizados na rede própria e contratada (prestadores de serviços). A secretaria comunica que, atualmente, Curitiba conta com seis centros de especialidades médicas (Matriz - Distrito Sanitário Matriz, Santa Felicidade - DS Santa Felicidade, Salgado Filho - DS Cajuru, Hauer - DS Boqueirão, Mãe Curitibana - DS Matriz, Enccantar - DS Matriz).

Segundo a secretaria, há atendimentos especializados disponíveis Hospital do Idoso (DS Pinheirinho), na Maternidade Bairro Novo (DS Bairro Novo), nos 12 Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) do município e em rede de prestadores de serviços. “Além das especialidades médicas, Curitiba ganhou mais um Centro de Especialidades Odontológicas - CEO Positivo (localizado na Universidade Positivo, no Mossunguê e inaugurado em março de 2016) - além do CEO Rosário (Centro) e CEO Sylvio Gevaerd (Portão)”, traz a nota encaminhada pela prefeitura.

Ainda de acordo com a secretaria, número de consultas cresceu 45,3% no ano passado e a fila para exames e consultas com especialistas foi reduzida em “boa parte das áreas” em 2015. Dados encaminhados pela própria secretaria indicam que o número de pacientes na fila da geriatria caiu 74% entre dezembro de 2014 e dezembro 2015, mas ainda havia 187 pessoas esperando por este atendimento especializado. O mesmo caso foi registrado para exames de eletrocardiograma, quando ainda havia fila 1.445 pessoas, mesmo com a redução de 61% entre dezembro de 2014 e dezembro do ano passado.