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Cesta básica de Ponta Grossa tem aumento de 4,08% em junho

De R$ 594,25, preço dos itens da cesta básica subiu para R$ 618,48 – foi a terceira alta consecutiva (Foto: IDEME) - Cesta básica de Ponta Grossa tem aumento de 4,08% em junho
De R$ 594,25, preço dos itens da cesta básica subiu para R$ 618,48 – foi a terceira alta consecutiva (Foto: IDEME)

Pelo terceiro mês consecutivo, a cesta básica do ponta-grossense apresenta alta de preços, de acordo com o Núcleo de Políticas Públicas Rouger Miguel Vargas (NPPRMV) da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG). Em junho, os preços subiram 4,08%, elevando o custo da cesta básica para R$ 618,48. Em abril, os preços subiram 4,15%, fazendo a despesa aumentar de R$ 552,57 para R$ 575,49. Já em maio, a alta foi de 3,26%, trazendo o custo para R$ 594,25.

O Índice Cesta Básica (ICB) é aferido mensalmente pelo Núcleo de Políticas Públicas da UEPG, com base nos hábitos de consumo (alimentação, higiene e limpeza) de famílias residentes em Ponta Grossa, com até três membros e renda de um a cinco salários mínimos. Os preços praticados em supermercados da cidade na primeira semana de cada mês são comparados com os valores anotados em igual período do mês anterior. O ICB não se constitui em aferidor de inflação, cujos cálculos consideram outros parâmetros econômicos.

Na comparação com o salário mínimo nacional (R$ 880), verifica-se que, para comprar todos os produtos da cesta básica, uma família com renda de um salário mínimo gastaria 70,28% dos seus proventos. Restariam apenas 29,72% para cobrir as demais despesas da casa. No caso de famílias com renda de dois, três, quatro e cinco salários mínimos, o dispêndio com a cesta básica seria de 35,14%; 23,43%; 17,57%; e 14,06% de seus respectivos orçamentos.

Índices

De acordo com a pesquisa de junho, dos 34 produtos que compõem a cesta básica, 10 tiveram queda de preços; e 24 subiram. A banana foi o item que mais subiu, com índice de 41,48%; e a cebola apresentou a maior retração, 52,26%. Ambos pertencem ao grupo hortifrutigranjeiros, cujos preços tiveram uma queda de 4,73%.

No grupo alimentação geral, os preços subiram 8,38%. O destaque vai para o feijão, com alta de 32,65%; e para o óleo, com uma redução de 4,25%. Na seção de carnes, os preços caíram 0,58%. O frango teve a maior queda do grupo, 1,24%; e a carne bobina, a menor queda, 0,38%.

Entre os produtos de higiene, o aumento de preços foi de 2,66%. No grupo, o creme dental subiu 16,13%; e o desodorante, baixou 2,09%. Na seção de itens de limpeza, houve queda de preços, com índice de 0,05%. A maior alta foi da água sanitária, 4,54%; e a maior queda, o desinfetante, com 2,11%.

Os técnicos do Núcleo de Políticas Púbicas aconselham os consumidores a fazerem pesquisas de preços. A equipe de pesquisadores observa que preços promocionais nem sempre demonstram a realidade. Em alguns mercados foram encontrados produtos com valores mais baixos em relação aos preços dos mesmos itens em promoção em outros estabelecimentos.

Variações

  • Grupo que mais aumentou: Alimentação Geral - 8,38%
  • Produto de maior elevação: Banana - 41,48%
  • Grupo de maior queda: Hortifrutigranjeiros - 4,73%
  •  Produto de maior queda: Cebola - 52,26%

Colaboração Assessoria de Imprensa.