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Chuva alaga casas em terreno do Pilarzinho; moradora culpa impasse entre Prefeitura e Sanepar

Chuva alaga casas em terreno do Pilarzinho; moradora culpa impasse entre Prefeitura e Sanepar

As fortes chuvas que atingiram Curitiba na tarde desta terça-feira (12) causaram transtornos para a família de Andreia Luiza Camargo Pedroso. Segundo ela, pelo menos quatro casas no terreno em que ela vive, no bairro Pilarzinho, ficaram alagadas e outra foi invadida até a metade pela água.

Andreia afirma que o problema não é, apenas, as chuvas. “Tem uma manilha aqui que não dá conta de toda a água que vem durante as chuvas e o nosso terreno sempre fica alagado”, explicou. Ela contou que há sete casas no terreno e que, ao todo, 20 pessoas moram no local. “Só uma casa não ficou alagada. Nas outras, perdemos tudo, nada se salvou”, desbafou.

Segundo Andreia, foi tudo muito rápido. “Eu estava no trabalho quando começou a chover forte. Aí, entrei em contato com a minha mãe, que me falou que estava tudo alagado.” De acordo com ela, a família precisou correr para salvar um bebê de dez meses e uma senhora de 94 anos, que moravam nas casas que alagaram. Mesmo assim, acabou sobrando uma vítima. “O cachorrinho da minha irmã não conseguiu sair da casa e morreu afogado”, relatou.

Mesmo assim, a mulher agradeceu que a situação aconteceu durante o dia. “Se tivesse acontecido durante a noite, seria muito pior. Acho que não conseguiríamos salvar o bebê ou a minha bisavô.” Ela relata que até agora a água não desceu. “Ainda está tudo alagado, a água não desceu 1cm sequer. Por sorte, conseguimos ficar na casa que não foi afetada.”

Andreia afirmou que está sentindo raiva pela situação. “É uma vergonha. Eu liguei para a Prefeitura e eles falam que é responsabilidade da Sanepar. Liguei para a Sanepar e eles falaram que é responsabilidade da Prefeitura. O Problema é que o IPTU tá pago. A conta de água está paga. Mas quem vai ter que pagar a minha conta agora? Quem vai ressarcir esse prejuízo pra minha família?”, desabafou.

A mulher termina relatando outro problema causado pelo alagamento. “Além de tudo isso, ainda temos que conviver com o cheiro horrível, porque isso aqui é esgoto puro”, explicou. Ainda de acordo com ela, o difícil agora vai ser recuperar o que foi perdido. “Minha avó, por exemplo, é costureira. As máquinas dela estão todas debaixo d’água. Como vamos recuperar isso?”

A reportagem tentou entrar em contato com a Prefeitura de Curitiba e com a Sanepar, para um posicionamento sobre a situação vivida pela Andreia e sua família. No entanto, ninguém foi encontrado para comentar o caso.