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Cidade vai sediar a 4ª Feira Livre de Trocas da Tríplice Fronteira

Foto: Assessoria de imprensa - Cidade vai sediar a 4ª Feira Livre de Trocas da Tríplice Fronteira
Foto: Assessoria de imprensa

A Feira Livre de Trocas da Tríplice Fronteira está de volta, para mais uma edição de celebração do movimento anticonsumista e das trocas, não apenas materiais, entre as pessoas.

Nesta 4ª edição, realizaremos o evento em um novo espaço: o Espaço Cultural Energia, no dia 03/04 das 14h às 18h.

Esta casa já vem ocupando um lugar importante na realização cultural da cidade, abrigando aulas de dança afro, tecido, meditação, yoga, eventos culturais e práticas diversas no sentido da evolução pessoal.

Nesta edição, as doações terão enfoque na Campanha do Agasalho, e serão direcionadas a alguma entidade local ou diretamente às pessoas que estão precisando deste suporte.

Na programação, diversas atividades e oficinas, dentre elas uma roda de conversa sobre alimentação viva, meditação, Oficina Botânica Ordinária, oficina de Pancs (plantas alimentícias não convencionais) e oficina de dança afro.

Apresentações culturais também farão parte do evento, desde música até apresentação no tecido e intervenções teatrais.

A dinâmica da feira segue a mesma: a troca é livre, a exposição é livre, os itens são livres, a expressão é livre, as pessoas são livres.

Não há inscrição. Quem quiser participar, seja fazendo trocas, tanto de bens materiais quanto de conhecimento, histórias, serviços, é sempre bem-vindo.

A única coisa que fica de fora da feira é o dinheiro e a relação de consumo.

Quer trocar um livro por um abraço? Quer trocar um liquidificador por uma aula de música? Quer renovar seu guarda-roupas? Vem à feira!

A Feira Livre de Trocas da Tríplice Fronteira surgiu para alimentar as ideias sustentáveis de nossa região.

O consumo desenfreado, diariamente imposto pelo sistema capitalista, está rapidamente esgotando as reservas naturais do nosso planeta, além de levar a força de trabalho para regimes que em pouco diferem da escravidão.

A propaganda e a obsolescência programada são os principais atores deste ideal consumista como modo de vida.

Se por um lado somos bombardeados de informações enaltecendo e transformando a aquisição de determinados produtos em obrigatoriedade, por outro, enfrentamos a cada vez mais baixa durabilidade e robustez destes mesmos produtos.

Enquanto nos debatemos nesta prisão, nos esquecemos das tantas coisas que já adquirimos e que em poucos meses de uso já não nos causam interesse, mas que podem solucionar problemas e faltas de um amigo, um vizinho próximo ou alguém do outro lado da cidade, ou seja, alguém que nos é invariavelmente próximo, pois somos todos células deste organismo chamado comunidade.

Colaboração: Assessoria de imprensa