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Com HU em crise, estaduais querem autonomia para repor servidores

(Foto: Dálie Felberg/Alep) - Com HU  em crise, estaduais querem autonomia para repor servidores
(Foto: Dálie Felberg/Alep)

As comissões de Saúde Pública e de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior da Assembleia Legislativa do Paraná vão solicitar ao Governo do Estado autonomia aos reitores das universidades estaduais para reposição de servidores nos hospitais universitários de Londrina, Maringá, Cascavel e Ponta Grossa. A intenção é garantir agilidade na recomposição do quadro de pessoal dos hospitais, com preenchimento de vagas em aberto por aposentadorias ou saída de funcionários.

A proposta vai ser apresentada ao governador Beto Richa como alternativa para minimizar as dificuldades dos HUs e evitar a suspensão parcial de atendimento à população. Outra medida a ser sugerida é a regularização de liberação de recursos de custeio e manutenção já previstos em orçamento, para equilíbrio das contas dos hospitais. As ações emergenciais foram definidas em reunião nesta em Curitiba, convocada para discutir a crise no Hospital Universitário de Londrina.

A superintendente Elizabeth Ursi relatou que o HU tem 338 vagas em aberto, o que representa 15,53% do quadro funcional. Segundo ela, se persistir a demora em repor servidores, a projeção é de que em 2019 a defasagem chegue a 38%, “inviabilizando o hospital”. Na gestão financeira, ela informou que para este ano a previsão é de R$ 47 milhões de receita e R$ 58 milhões de despesas, perfazendo déficit de R$ 11 milhões.

A reitora da Universidade Estadual de Londrina (UEL), Berenice Jordão, expôs dados da instituição e pediu apoio na nomeação de servidores já concursados. O promotor de Direitos Constitucionais e Saúde Pública, Paulo Tavares, disse que recebe diariamente ofícios do HU sobre o atendimento no pronto-socorro e informou que ontem (8 de março) havia 96 pacientes na unidade, exatamente o dobro da capacidade. “É inconcebível essa sobrecarga”, declarou.

O deputado estadual Tercilio Turini destacou a presença dos diretores gerais das secretarias de Saúde, Sezifredo Paz, e de Ciência e Tecnologia, Décio Sperandio, que representaram o governo. “Percebemos que há a disposição em buscar soluções para os problemas enfrentados pelos hospitais universitários. A Saúde com investimentos em custeio e obras, a Ciência e Tecnologia com uma política mais ágil de reposição de servidores. Esperamos conseguir avanços e melhorar as condições dos quatro hospitais universitários, especialmente o de Londrina”.

(com informações da assessoria de imprensa)