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Com mais de dois anos de atraso, Prefeitura ainda não entregou o Parque Náutico

(Foto: Divulgação) - Prefeitura não entrega Parque Náutico e turismo é prejudicado
(Foto: Divulgação)

A utilização da Ópera de Arame, o Parque Náutico e a Pedreira Paulo Leminski estão causando o descontentamento de alguns comerciantes da região, que vivem do funcionamento dos locais para sobreviver. Entre as reclamações, estão a não abertura da Ópera às segundas-feiras e a modificação do espaço durante os eventos promovidos na Pedreira.

Segundo o presidente da Associação dos Empresários e Amigos da Ópera, Jairo Cunha, conhecido como “Gaúcho”, isso tem causado prejuízos comerciais aos que possuem empreendimentos próximos ao local. “Nós solicitamos a abertura do espaço em horário integral, principalmente da Pedreira que ainda não está liberada para visitação dos turistas. Além disso, quando há eventos, muitos bloqueios são feitos e isso prejudica nosso comércio”.

Todo o espaço foi negociado com a DC Set Produções, detentora dos direitos de exploração dos locais: Pedreira, Ópera de Arame e Parque Náutico, durante 20 anos. O contrato entre a Prefeitura de Curitiba e a empresa foi assinado em 2012, e de lá para cá, muitas coisas mudaram e outras ainda não.

Segundo o vice-presidente de operações da DC Set Produções e responsável pela gestão do Parque das Pedreiras, Hélio Pimentel, muitas melhorias, inclusive que não estão no contrato, foram feitas, como a reforma quase que total da Ópera de Arame, o novo palco da Pedreira, entre outras melhorias. “Nós entendemos a situação. Já promovemos muitas melhorias e investimos, mais de R$ 17 milhões em situações que talvez não fossem nossa obrigação, mas que queremos deixar um legado e um ponto turístico reformulado para os turistas, moradores e comerciantes”.

Mas ainda assim, partes do contrato firmado em 2012 não foram cumpridas, principalmente as que são obrigações da Prefeitura de Curitiba. “O Parque Náutico deveria ser entregue para nós em 2014, mas, possivelmente, irá demorar mais um ano, pelo menos, para que a Prefeitura nos entregue ele em condições de fazermos melhorias e liberar o espaço ao público”, declarou Pimentel que citou a falta de verba. “A empresa entende o momento da economia, mas também não podemos assumir as responsabilidades que não são nossas. Existem coisas que estamos planejando, mas dependemos das entregas que estão no contrato. É preciso entender que nós não devemos para a Prefeitura, eles é que devem para nós”.

A DC Set Produções se prontificou a realizar melhorias imediatas. “Os bloqueios realizados durante os eventos, que são parte da reclamação dos comerciantes, serão revistos. Também estão programadas melhorias para a acessibilidade de pessoas com deficiência, o que já estamos finalizando”.

A previsão de abertura total dos espaços, já com melhorias e novas funcionalidades aos visitantes, está programada para março de 2017. Até lá, segundo o vice-presidente de operações da DC Set, está previsto um aumento de 35 mil visitações no mês para 80 mil, nos próximos seis meses. “Nós sempre estamos abertos ao diálogo, todos os comerciantes têm nossa atenção e estamos constantemente promovendo melhorias ao espaço, pois dependemos dele também, mas nem tudo é responsabilidade nossa”.

O portal Massa News entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba e com a Fundação Cultural de Curitiba, mas até agora não teve retorno das situações apontadas.