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Com risco de extinção, tamanduá-bandeira é fotografado no Paraná

O animal foi visto no município de Jaguariaíva e se encontra criticamente em perigo de desaparecer do estado (Foto: Divulgação) - Com risco de extinção, tamanduá-bandeira é fotografado no Paraná
O animal foi visto no município de Jaguariaíva e se encontra criticamente em perigo de desaparecer do estado (Foto: Divulgação)

No Paraná, o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga tridactyla) se encontra criticamente em perigo de extinção, segundo o Livro Vermelho da Fauna Ameaçada do estado do Paraná. Isso torna o registro fotográfico feito da espécie no município de Jaguariaíva (125 quilômetros de Ponta Grossa) ainda mais impressionante. O animal, mamífero que se alimenta exclusivamente de formigas e cupins, foi visto em uma área do Programa Desmatamento Evitado, da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS). O programa adota áreas com remanescentes naturais incentivando sua conservação.

Segundo a bióloga Fernanda Braga, o registro reforça a importância da região para a manutenção de populações viáveis desta espécie cujos registros recentes no sul do Brasil são bastante pontuais, sendo considerada extinta em Santa Catarina.

A espécie é nativa do Brasil com predominância em ambientes de Campos Naturais – como é o caso do local em Jaguariaíva – e Cerrado, mas também pode transitar por florestas. A ameaça de extinção está relacionada, principalmente, pela descaracterização do ambiente em que o tamanduá-bandeira vive, além das queimadas e dos atropelamentos. Com a expansão das cidades e das atividades econômicas, as áreas naturais de seu habitat foram transformadas de forma acelerada.

Isso causou um rápido declínio populacional da espécie, pois ela se reproduz de forma lenta, com uma gestação de nove meses que gera apenas um filhote, que dispõe do cuidado dos pais por um longo período. Além disso, sua dieta particular e restritiva também colabora com o quadro. A situação torna necessários esforços concentrados na preservação e recuperação dos Campos Naturais e Cerrado, para que estes ambientes possam voltar a manter populações viáveis da espécie no sul do Brasil.

Colaboração Assessoria de Imprensa.