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Comerciários pedem 25% de reajuste, mas empresários devem oferecer apenas inflação

(Fotos: Marcos de Souza/Sindecam) - Comerciários pedem 25% de reajuste, mas empresários devem oferecer apenas inflação
(Fotos: Marcos de Souza/Sindecam)

Com a proximidade da data-base em maio, empresários e funcionários do comércio iniciaram as negociações para a nova convenção coletiva. Cerca de 600 trabalhadores participaram da assembleia que determinou o pedido de reajuste salarial de 25%.

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Mourão (Sindecam), Mauro de Oliveira, informou que foi aprovada a ata de reivindicações, com o envio ao sindicato patronal. Ele acredita que a negociação será difícil e já adiantou isso aos trabalhadores durante a assembleia.

“O país passa por uma crise, mas nós não podemos fechar os olhos para as perdas dos trabalhadores e, com o aval de vocês, só assino a convenção coletiva que beneficie a categoria”, colocou.


Empresariado

O Sindicato do Comércio Varejista de Campo Mourão e Região (Sindicam) recebeu a proposta dos funcionários. O presidente Nelson Bizoto destacou a crise e informou que o patronal deve oferecer o reajuste apenas da inflação, sem aumento real.

“O que rege nossa convenção é o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). O de maio sai só no começo de junho. Repor inflação é obrigação, mas agora aumento real com essa crise é difícil”, declarou.

Bizoto afirmou que os tributos inclusos na folha de pagamento oneram o empresariado e impedem melhores salários. “Se você paga mil para um funcionário, ele te custa quase R$ 2,5 mil. Nós sabemos que o salário volta para o comércio, então o que a gente precisa é de uma reforma tributária urgente”, defendeu.

As negociações devem se estender pelo mês de maio, inclusive sobre o antigo embate sobre o funcionamento das lojas nas tardes de sábado. Atualmente, abre-se com expediente estendido apenas no primeiro sábado após o quinto dia útil.