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Comunidade pede segurança e Bigodinho

As comunidades de Querência do Norte (a 130 quilômetros de Paranavaí) e municípios vizinhos, no noroeste do Paraná, cobram melhorias do governo do Estado na segurança pública. Locais como Santa Cruz do Monte Castelo, por exemplo, contam praticamente com apenas um policial e enfrentam uma onda de crimes.

Na quinta-feira (10), por exemplo, um jovem de 22 anos foi executado a tiros em Querência do Norte. Ele morreu no quintal da casa de uma senhora de 82 anos, onde havia entrado para se proteger.

No dia 2 de março, populares do município fizeram um protesto por mais segurança e enviaram uma carta às autoridades. Um vídeo da manifestação vem chamando a atenção nas redes sociais, como o Whatsapp.

Ele mostra a população dando brados de alegria ao ver o soldado da Polícia Miliar Euder Hermínio Nascimento, conhecido como Bigodinho. A população pede a presença do policial, famoso pelo grande número de prisões, em Querência do Norte.

Bigodinho é símbolo da segurança que a comunidade deseja. “Foi com orgulho e satisfação que eu recebi a recepção da comunidade. É uma forma de entender que o serviço da gente está sendo aproveitado e é bem feito”, declarou o policial.

A espera por dias melhores

O governo do Estado implantou neste mês de março a sede da 3ª Companhia Independente da Polícia Militar em Loanda, atendendo a uma reivindicação antiga de municípios do noroeste. O próprio Soldado Hermínio, o Bigodinho, espera melhorias nas condições de trabalho.

“Já existe uma expectativa da melhora do efetivo, com a formação de grupos de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e do setor de investigação com a P2 (Serviço de Inteligência)”, comentou.

A região faz divisa com o Mato Grosso do Sul, já bem próxima do Paraguai. Por isso, é rota usada por contrabandistas, que atravessam o Rio Paraná para levar cargas de mercadorias, como cigarros.