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Construtora Sanches Tripoloni é alvo de buscas da Polícia Federal em Maringá

(Foto: Índio Maringá/Rede Massa) - Construtora Sanches Tripoloni é alvo de buscas da Polícia Federal
(Foto: Índio Maringá/Rede Massa)

Policiais federais cumpriram um mandado de busca e apreensão na sede da construtora Sanches Tripoloni, em Maringá, na manhã desta terça-feira (10), dentro da segunda fase da Operação Lama Asfáltica, batizada de Fazendas de Lama. No local foram apreendidos diversos documentos para uma investigação sobre desvio de recursos públicos de obras para a compra de fazendas.

Participaram cerca de 200 policiais federais, 28 servidores da Controladoria-Geral da União e 44 da Receita Federal. Foram cumpridos 28 mandados de busca e apreensão e 24 de bloqueio e sequestro de bens. Além disso, 15 pessoas, entre empresários, agentes públicos e políticos ex-detentores de cargos eletivos, foram presos.

O delegado regional de Combate ao Crime Organizado do Mato Grosso do Sul, Cléo Mazzotti, informou que no Paraná, além de Maringá, outro mandado de busca e apreensão foi cumprido em uma empresa de Curitiba. Ambas são investigadas por obras executadas no Mato Grosso do Sul.

“As duas empresas estariam com algum tipo de envolvimento no esquema criminoso que a gente detectou aqui, mas não estamos afirmando que tenham. Existem indícios, o que determinou que a gente solicitasse e fossem expedidos os mandados de busca”, colocou.

Um dos locais vistoriados pelos policiais foi o apartamento do ex-governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), em Campo Grande. As investigações da Operação Lama Asfáltica começaram há três anos e culminaram no lançamento da primeira fase no ano passado.

“Essa segunda fase é voltada para a lavagem de dinheiro oriunda do desvio de recursos públicos. Esse tipo de crime financeiro se retroalimenta. Possivelmente, em cima dos documentos que apreendemos, podem haver mais linhas de investigação e mais medidas a serem determinadas”, acredita o delegado Cléo Mazzotti.

O advogado da construtora Sanches Tripoloni, Jamil Josepeti, informou que a empresa só deve se manifestar quando tiver acesso às informações do processo.