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Copel poderá vender energia no mercado livre; entenda

(Foto: Carlos Severo / Fotos Públicas) - Copel poderá vender energia no mercado livre; entenda
(Foto: Carlos Severo / Fotos Públicas)

A Copel poderá vender energia no mercado livre para grandes consumidores, a partir de agora. Nesta segunda-feira (28), os deputados estaduais aprovaram em redação final o projeto de lei do Governo do Paraná que altera um parágrafo da lei que instituiu o Fundo de Eletrificação do Estado.

Para se tornar oficial, no entanto, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Beto Richa. Com a alteração a Copel poderá fazer contratos de compra e venda de energia de longo prazo no mercado livre e não apenas no mercado regulado. Isso pode possibilitar, segundo o governo, a criação de projetos de geração de energia elétrica com tarifas mais baratas.

Segundo o deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB), a proposta pode fortalecer a Copel e melhorar o serviço aos grandes consumidores. “A Copel está constituindo uma empresa comercializadora de energia para que nós possamos atender aos grandes consumidores do Paraná, inclusive vendendo a eles energia mais barata”, explicou. Para se tornar oficial, no entanto, o projeto precisa ser sancionado pelo governador Beto Richa.

Mercado regulado e o mercado livre

A diferença básica entre o mercado regulado e o livre é que o primeiro é totalmente regulamentado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Ou seja, as tarifas praticadas são determinadas pela própria Agência e não há negociação entre o consumidor e o agente de distribuição. Já no caso do mercado livre, os preços praticados são negociados diretamente entre o consumidor e o agente de distribuição, que neste caso é a Copel.

Para ser um consumidor livre, é necessário ter uma demanda de energia de pelo menos 3.000 kw e uma tensão maior ou igual a 69 kv, se a rede foi ligada antes de 08 de julho de 1995. Se foi ligada depois, a tensão é indiferente. O consumidor que tem demanda de até 500 kw, por sua vez, também podem ser um consumidor livre, mas será abastecido com energia gerada por fontes renováveis, como a solar, a eólica, etc.