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Corredor Sudoeste será debatido em audiências públicas

Um grupo de lideranças da região Sudoeste vai elaborar um documento contendo uma lista de pedidos de alterações, questionamentos e exigências no projeto inicial de privatização do Corredor Sudoeste, trecho de 285 quilômetros envolvendo quatro rodovias entre Realeza e Palmas. A decisão foi tomada em reunião realizada no auditório da Agência de Desenvolvimento Regional, em Francisco Beltrão.

A proposta surgiu mediante as dúvidas apresentadas pelos representantes de mais de 10 entidades, associações e cooperativas de transporte, que até agora não tiveram contato com o projeto final que já deveria ter sido publicado pelo consórcio Caminhos do Sudoeste – responsável pelo estudo. A reunião desta terça foi agendada prevendo que o projeto estaria livre ao acesso para posterior detalhamento, já que as audiências públicas consultivas estão agendadas para o dia 7, a partir das 16h na Câmara Municipal em Pato Branco, e dia 8, a partir das 9h na Amsop, em Francisco Beltrão.

O encontro foi convocado pela Coordenadoria das Associações Empresárias do Sudoeste do Paraná (Cacispar) em parceria com Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (Amsop), e Agência de Desenvolvimento Regional. Participaram   presidentes ou representantes de associações comerciais de Realeza, Ampere, Francisco Beltrão, Pato Branco, Santa Isabel do Oeste e Marmeleiro, do DER, Fiep, Cootrans, Rodocredito, Cooptrans e integrantes da governança do Plano de Desenvolvimento Regional Integrado (PDRI).

Projeto inicial 

Corredor Sudoeste será debatido em audiências públicas

As informações obtidas até agora foram detalhadas na reunião pelo integrante do conselho temático de infraestrutura da Fiep, João Arthur Mohr, com base no que o Consórcio interessado e o DER disponibilizaram. Os dados falam principalmente das obras, cronologia, investimentos e tráfego (embora não fala se por eixo ou automóvel), mas não detalha, por exemplo, sobre o custo de cada investimento, prioridade de obras e principalmente porque tão pouco tempo entre as audiências e a abertura do edital de licitação, algo em torno de 40 dias.

Para João Arthur o pouco tempo dificulta o surgimento de mais interessados na obra. “Entendo que esse ponto deva ser revisto. Só existe uma forma de se chegar a um preço justo do pedágio: tem que ter concorrência”, afirma. E essa concorrência deve aparecer, pois na reunião o presidente da Rodocredito Albio Stupp disse que estão interessados e pretendem formar uma cooperativa para disputar a licitação. “Temos empresários e empreiteiras interessadas, mas para isso precisamos de informações, até agora não disponibilizadas”, afirma Stupp.

O diretor da Agência Célio Boneti comentou que em Pato Branco um grupo de empresários também demonstrou interesse em participar da licitação, informação confirmada pelo presidente da Cacispar Jair dos Santos.

Colaboração Assessoria de Imprensa.