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Creas de São Miguel é referência no Paraná

Foto: Assessoria de imprensa - Creas de São Miguel é referência no Paraná
Foto: Assessoria de imprensa

O Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS de São Miguel do Iguaçu está sendo bastante procurado nos últimos dias pelas cidades da região, pois o atendimento no CREAS é referência no Estado do Paraná, de acordo com a Regional de Curitiba.

Assistentes sociais e psicólogas de vários municípios vieram até São Miguel conhecer um pouco do trabalho desenvolvido pelas psicólogas e assistentes do CREAS. Nesta manhã, duas psicólogas do município de Mamborê estiveram em reunião com a equipe do CREAS. 

“Viemos para São Miguel ter mais conhecimentos de como é o fluxo de atendimento, ver como é a prática do serviço do CREAS, pois estamos implantando o Centro na nossa cidade em Mamborê. Estivemos participando de um evento da Regional em Curitiba e eles mencionaram São Miguel sendo município modelo em atendimento do CREAS, por isso estamos aqui”, salienta a psicóloga Jessica de Souza.

Outro assunto bem debatido nesses encontros com as psicólogas dos outros municípios é sobre a questão da função de cada profissional, e também, pela escassez de funcionários no Poder Judiciário, Delegacias e Ministério Público, onde costumam demandar laudos, pareceres e informações que fogem ao que o psicólogo pode executar. 

“Quando comecei a trabalhar na assistência social, vi que vários encaminhamentos que vinham do Poder Judiciário e do Ministério Público não estavam de acordo com as nossas funções. Ao verificar tais solicitações, supomos que não havia entendimento sobre os objetivos e público-alvo do CREAS/PAEFI. E isso, acontece em vários municípios”, explica à psicóloga de São Miguel do Iguaçu, Vanessa Tramontin da Soler.

A equipe do CREAS de São Miguel ao se deparar com tais demandas, se posicionou adequadamente diante do juiz. 

“Negamos algumas solicitações, embasando nossa resposta nos materiais que orientam a atuação dos programas da assistência social. Porém, explicávamos o não atendimento esclarecendo sobre a função e o público de atendimento do serviço, referenciando com manuais como Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social – CREAS, Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, entre outros”, pontua Vanessa que, segundo a COF, agiu de maneira correta explicando os motivos pelos quais não poderia atender a demanda.

Após, a equipe ainda teve que recorrer a um advogado, onde o mesmo orientou a formulação de um ofício embasado em leis e resoluções e, também uma reunião entre Ministério, Poder Judiciário e juiz. 

“O Ministério Público continua solicitando atendimento, porém na maior parte são casos que se referem ao trabalho que realizamos, como violência física, idosos em situação de abandono, entre outros. Quando acompanhamos um caso encaminhado pelo MP e acreditamos ser necessário, sugerimos que o caso seja ajuizado e que a equipe de apoio ao Poder Judiciário faça o estudo e a avaliação”, conclui Vanessa.

Colaboração: Assessoria de imprensa