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CURITIBA ABANDONADA: Frequentadores reclamam de abandono no Parque Barigui

CURITIBA ABANDONADA: frequentadores reclamam de abandono no Barigui

Quem frequenta o Parque Barigui já percebeu que está faltando manutenção neste que é um dos principais cartões postais da cidade. Usuários afirmam que o problema vai além de aparar a grama.

O psicólogo Leonardo Fernandes Araújo, de 35 anos, utiliza o parque como espaço de lazer e para a prática de exercícios físicos e vai ao local pelo menos três vezes por semana. Ele conta que há tempos está incomodado com a situação.

Na última semana, Araújo identificou duas situações preocupantes e mesmo pesquisando sobre o assunto reclama do descaso da prefeitura. “Sei que com a queda na temperatura é normal os peixes morrerem, mas em alguns pontos os peixes mortos estão se juntando, apodrecendo. Fica um cheiro forte, tem até urubu ali. Quando tem um peixe grande, a situação já não fica normal”, comenta.

O outro problema são deslizamentos na margem dos lagos do parque. Em um dos pontos a terra que cai já está próximo da pista de caminhada. “Está muito perigoso. E se alguém escorregar ali, uma criança ou um idoso”, questiona.

Em nota, a secretaria municipal do Meio Ambiente explicou que a morte dos peixes é “considerada normal devido à oscilação de temperatura”, especialmente a tilápia, que é uma espécie não nativa e mais sensível às alternâncias bruscas de temperatura. De acordo com a secretaria, são registrados de três a quatro quilos de peixe mortos por dia em todos os parques da cidade, volume dentro da normalidade.

Sobre os deslizamentos, a nota informou que foi identificado apenas um ponto na entrada da ponte no acesso ao parque pela BR-277. “A Secretaria Municipal de Obra foi acionada e está fazendo a avaliação do local”.

Apesar da nota da prefeitura, os problemas nos parques de Curitiba não são tão fáceis de resolver. O Massa News já noticiou que Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) relata problemas nos parques da cidade. Segundo a entidade, foi verificado que os guardas municipais estão sobrecarregados e trabalham sem condições. O sindicato ainda constatou ausência de servidores nestes locais.

No Parque Barigui, por exemplo, há apenas um fiscal do meio ambiente, que precisa atuar em toda a extensão da unidade. Os guardas municipais fazem o trabalho de fiscalização no parque, mas não possuem os materiais necessários para cumprir as tarefas, como o decibelímetro, para medir a altura do som, e até mesmo o bloco para notificações e autos de infração.

“É absurdo o que prefeitura está fazendo. Todo mundo paga impostos e quer que a área de lazer e os cartões postais sejam bem cuidados”, criticou o usuário descontente.