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CURITIBA ABANDONADA: Pacientes perdem transporte para hemodiálise

(Foto: Divulgação / Antônio Penedo) - CURITIBA ABANDONADA: Pacientes perdem transporte para hemodiálise
(Foto: Divulgação / Antônio Penedo)

Pacientes que dependem do transporte oferecido pela Prefeitura de Curitiba para chegar nas clínicas onde fazem hemodiálise reclamam que o serviço não está sendo totalmente cumprido. De acordo com eles algumas pessoas precisam se virar para conseguir voltar para casa.

As clínicas oferecem quatro turnos para hemodiálise – que duram cerca de quatro horas cada – entre 6h e 23h. Os pacientes contam que há pelo menos dois meses a ida e volta do último turno ficou desassistida. O motivo seria a necessidade de os veículos utilizados para o transporte serem devolvidos para as empresas antes das 18h.

Quem faz a hemodiálise no primeiro turno, que começa às 6h, também não consegue condução para chegar à clínica. “Utilizo o primeiro turno, vou de ônibus e volto com o transporte da prefeitura”, comenta George Alexandro Lopes, 48, em tratamento há 16 anos.

“Os ônibus ficam sem levar os pacientes pra casa, mas o transporte é muito necessário. O paciente sai do tratamento em um estado físico muito debilitado e a maioria é idoso. O paciente de hemodiálise te anemia crônica, muitos problemas ósseos, dificuldade de se locomover. Nem todas as famílias têm condições de buscar e levar”, diz Lopes.

Outra paciente, que preferiu não se identificar, afirmou ainda que a ausência de transporte no primeiro turno acontece há tempos. Ela tem autonomia para chegar à clínica, mas acompanha o sofrimento de seus colegas de tratamento. “Essa briga não é minha, vou de carro, mas é pelos meus amigos que estão sofrendo, eu vejo o que eles estão passando. Alguns deles são cadeirantes e saem de uma máquina de hemodiálise muito debilitados”, lamenta.

Os pacientes afirmam que se sentem desassistidos. “A gente se sente injustiçado. Se é um direito para todos, tem que ser para todos”, afirma Lopes. “A prefeitura não liga para os pacientes de hemodiálise. Somos marginalizados pelo sistema de saúde”, disse a outra paciente.