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Curitiba tem primeiro caso de zika confirmado em gestante

(Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas) - Curitiba tem primeiro caso de zika confirmado em gestante
(Foto: Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Curitiba divulgou nesta quinta-feira (17) mais um boletim de monitoramento das doenças transmitidas pelo mosquito. Entre os novos casos de zika na cidade, foi confirmado o primeiro caso em gestante. A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) reforça as orientações de cuidados com o mosquito Aedes aegypti às gestantes e reitera o alerta feito pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para que toda a população tome as devidas precauções para evitar a transmissão sexual do vírus zika.

O último informe de monitoramento da dengue, zika e chikungunya em Curitiba, traz 308 casos confirmados de dengue (307 importados e um autóctone), 36 episódios de zika (32 importados e quatro autóctones) e oito casos de chikungunya (todos importados). Em 2016, foram identificados no município 189 focos do mosquito transmissor.

O caso de zika em gestante refere-se a uma mulher que contraiu zika no segundo trimestre de gestação. A contaminação é autóctone, ocorrida no próprio município, e a paciente está sendo acompanhada e orientada por seu médico e pela equipe da SMS. “As ecografias já feitas não apresentam nenhum sinal de comprometimento fetal. A paciente e a família continuarão sendo acompanhadas ao longo da gestação e após o parto”, afirma o coordenador do Programa Mãe Curitibana / Rede Cegonha, Wagner Barbosa Dias. Para evitar maior exposição da gestante e mais tranquilidade à gestação da paciente, essas serão as únicas informações divulgadas sobre esse caso.

Transmissão sexual

A zika é uma doença assintomática para 80% dos casos e, por se tratar de uma descoberta recente, ainda há muitas incertezas acerca da transmissão e das complicações que ela pode trazer, inclusive em relação à microcefalia e à síndrome de Guillain-Barré. Seguindo as orientações provisórias da OMS diante da potencial transmissão do zika por via sexual, a SMS recomenda o uso correto e sistemático de preservativos masculinos e femininos e a redução do número de parceiros sexuais.

“A evolução da transmissão da doença em todo o país, as poucas comprovações científicas existentes e o surgimento de casos autóctones em Curitiba nos levam a reforçar o alerta. Além do combate ao mosquito, que deve ser constante e em toda a cidade, praticado pelo poder público e pela sociedade como um todo, é preciso que as pessoas também tomem outros cuidados enquanto não temos outras confirmações científicas em relação ao zika”, reforça o secretário municipal da Saúde, César Monte Serrat Titton.

Essas orientações estão sendo incorporadas aos alertas feitos pelas equipes de saúde a toda população. Além disso, como tem ocorrido, assim que um caso suspeito de dengue, zika ou chikungunya é identificado, equipes da SMS fazem o bloqueio da área em um raio de 300 metros a partir da residência do paciente – ação em que é feita inspeção do território delimitado para eliminar o mosquito e possíveis focos de proliferação do Aedes. Dessa forma, a possibilidade de o paciente com a doença ser picado por um mosquito e o vetor transmitir o vírus para outras pessoas é reduzida.

Colaboração Assessoria de Imprensa.