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Demora no atendimento médico da saúde pública gera reclamação

(Foto: Divulgação) - Demora no atendimento médico da saúde pública gera reclamação
(Foto: Divulgação)

O filho de Eliane Lopes, de 27 anos, tem uma síndrome que causa problema na funcionalidade dos rins. Nesta quarta-feira (9), o pequeno, de apenas 3 anos, começou a ficar inchado. Além disso, ele vomitava e estava com diarreia. A mãe não teve dúvidas. Resolveu levar o menino para o hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba.

Mal sabia Eliane que não sairia de lá tão cedo. Ela afirmou que chegou no hospital por volta da 13h30. O atendimento, no entanto, só foi realizado oito horas depois, lá pelas 21h45. Neste meio tempo, a estudante de técnica em enfermagem passou por momentos de frustração e irritação com a demora.

Os sentimentos, no entanto, não eram só dela. 

“Tinham, no mínimo, umas 100 pessoas por ali, esperando atendimento. Muitas iam embora, porque não aguentavam esperar”, explicou Eliane. 

Com o grande número de pessoas esperando pelo atendimento, a confusão foi inevitável.

“Uma mulher ficou nervosa e começou a discutir com um segurança, que ameaçou partir para cima dela”, contou. Segundo ela, a justificativa para a demora era o atendimento de casos preferenciais. “Eu entendo isso, até porque estou fazendo técnica em enfermagem, mas esperar 10h e ainda ser mal atendido é uma vergonha”.

Ela relata ainda sobre o risco da falta de organização no local. “Uma criança que também estava esperando pelo atendimento foi diagnosticada, pelo o que a mãe dela me falou, com meningite. Agora imagina o risco de infecção para as outras crianças que estavam por lá”, alertou Eliane.

Uma situação parecida foi vivida também nesta quarta-feira (9), pela diarista Rosinei de Fátima Ritter, de 37 anos. A filha dela, de 16, estava com muitas dores há alguns dias. Nesta quarta, a adolescente resolveu ir até a Unidade de Pronto Atendimento do Boa Vista. Ela chegou também por volta da 13h30, fez o cadastro e avisou a mãe.

Rosinei chegou na UPA por volta das 15h. A filha ainda não tinha sido atendida. Quando foi perguntar o porquê da demora, descobriu rapidamente o motivo. 

“Eles falaram que o sistema tinha caído e que seria necessário refazer o cadastro. Só que eles não avisaram as pessoas sobre isso. Eu só descobri, porque fui perguntar”, explicou.

Refeito o cadastro, ficaram esperando pelo atendimento... por um bom tempo. A filha de Rosinei só foi chamada por volta das 20h30, sete horas depois que a adolescente chegou na UPA. “E olha, não estava muito cheio não. Quatro médicos estavam atendendo. Mas eles falaram que como ela era código azul, ela estava no último grau de urgência no atendimento”, esclareceu Rosinei.

A filha da diarista foi diagnosticada com início de hérnia na coluna. Ela foi medicada e agora deve passar por um tratamento, para que a doença não evolua.

Mais reclamações

Douglas Venancio, de 19 anos, mandou para o Facebook do Tribuna da Massa uma foto que mostra a Unidade de Pronto Atendimento do Campo Comprido com quase todas as cadeiras ocupadas.

Segundo Douglas, os funcionários informavam que o atendimento demoraria cerca de cinco horas para acontecer e que, por volta das 21h, estavam sendo atendidas as pessoas que chegaram às 16h. “Que vergonha! Cadê as autoridades, cadê a competência de quem prometeu mais atendimento médico na cidade?”, exclamou Douglas, pela mensagem.