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Curso em Londrina ensina a ler expressões faciais

(foto: Pixabay) - Curso ensina a ler expressões faciais
(foto: Pixabay)

Londrina sedia,  no dia 18 de junho, curso sobre Expressões Faciais, que será ministrado pela psicóloga Natalia Mendes Ferrer, do Evoluir – Núcleo de Psicoterapia, Neuropsicologia e Ciência do Comportamento. A profissional vai abordar as expressões faciais, sua história e aplicabilidade em diversos contextos, como clínica, educação e também no universo forense. Entre os temas, se as expressões faciais são universais ou aprendidas e os instrumentos de mensuração delas.

Segundo Natalia, interpretar as expressões faciais nas relações cotidianas pode ajudar uma pessoa a entender melhor os comportamentos e ainda reavaliar a forma como está conduzindo uma conversa. “Você está falando sobre determinado assunto e percebe, pelas expressões, que o interlocutor não está gostando, está ficando irritado, você pode então parar o assunto ou mesmo reavaliar a forma de continuar”, exemplifica a psicóloga. A habilidade de identificar e analisar essas expressões pode ser também muito valiosa e determinante em audiências judiciais.

A análise das expressões faciais no contexto forense, acrescenta ela, tem sido bastante aplicada nos Estados Unidos e em Portugal, onde o estudo está mais avançado. Nesses dois países, a Justiça tem permitido a presença de peritos nas audiências para que eles tenham acesso às expressões faciais dos réus. “Ao final, eles emitem um laudo que serve como mais uma ferramenta para a sentença do juiz”, explica Natália, reforçando que a decisão pautada em um maior número de opiniões e avaliações normalmente é mais segura.

Aqui no Brasil a aplicação dessa técnica ainda é bastante embrionária. Natália observa que a análise das expressões pode ajudar a compreender se o réu está mentindo. Ou ainda, pode ser uma ferramenta a mais para advogados, que quando treinados podem identificar as reações dos acusados e evitar determinadas questões, se perceberem que os réus estão seguros, ou insistir, se sentirem insegurança.

Natália conta que as expressões faciais foram primeiramente abordadas pelo naturalista Charles Darwin, que estudou a técnica em homens e animais. Mas, só anos depois o tema voltou a ser estudado e pesquisado pelo psicólogo americano Paul Ekman. Existem hoje expressões faciais universais já classificadas: alegria, tristeza, medo, raiva, nojo, desprezo e surpresa. “Essas são as identificáveis em qualquer lugar, em qualquer cultura”, afirma.

A psicóloga acrescenta que o estudo das expressões faciais tem hoje como aliada a tecnologia. Uma das ferramentas utilizadas é o programa denominado FACS – Facial Action Coding System, desenvolvido por Ekman e Friesen em 1976, que classifica as expressões faciais, dentre outras.

Durante o curso, a psicóloga vai falar sobre o programa e ainda apresentar diversos estudos científicos sobre expressões faciais. O polígrafo, aparelho utilizado para detectar mentiras em depoimentos, também será um dos assuntos debatidos.

(com assessoria de imprensa)