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Decasségui que fatura US$ 700 mil/ano dará palestra em Feira Internacional da Mandioca em Paranavaí

Saito vem obtendo bons números com mandioca por meio do uso de tecnologia (Foto: Divulgação) - Decasségui que fatura US$ 700 mil/ano dará palestra em feira
Saito vem obtendo bons números com mandioca por meio do uso de tecnologia (Foto: Divulgação)

Natural de Terra Boa (a 24 quilômetros de Cianorte), o decasségui Walter Toshio Saito hoje é conhecido como o ‘Rei da Cebolinha’ no Japão e caminha para o mesmo título em relação à mandioca. Por isso, em novembro, ele estará em Paranavaí, onde será um dos palestrantes da Feira Internacional da Mandioca (Fiman), entre os dias 22 e 24.

Saito chegou a se formar em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina, mas abandonou a área, viajou ao Japão para conhecer o país de seus antepassados e juntar dinheiro, inicialmente com o sonho de retornar ao Brasil e construir uma escola.

Do outro lado do mundo, ele trabalhou quatro anos em uma fábrica e depois abriu uma agência de recursos humanos em 1995. Entre 2008 e 2009, uma crise financeira levou o decasségui a buscar um novo negócio, desta vez na agricultura.

Ele começou a plantar uma variedade de cebolinha gigante, bem parecida com o alho poró, em 5 mil metros, área que subiu para os 30 hectares de atualmente. “Não gosto de ser o segundo. Quero sempre ser o primeiro”, diz Saito, que colhe diariamente entre três e quatro toneladas brutas de cebolinha.

No ramo da mandioca, ele também vem obtendo bons resultados e vende sua produção em 200 supermercados e 250 restaurantes.

O convite para o Brasil

“O convidamos pela alta produtividade que ele conseguiu numa pequena área de terras. É extraordinário faturar mais de 700 mil dólares ao ano plantando mandioca em cinco hectares”, declarou o presidente da Comissão Organizadora da Feira Internacional da Mandioca (Fiman), Maurício Gehlen.

O convite foi feito pessoalmente, em maio, quando Gehlen esteve no Japão e foi até a província de Saitama, para conhecer a atividade agrícola de Saito. O decasségui cultiva cebolinha, brócolis e mandioca na cidade de Kamisato, que divide sua economia entre agricultura e indústria, e está na região central do Japão, há aproximadamente 100 quilômetros de Tóquio.

“Ele usa uma tecnologia de adubação, plantio e colheita diferenciada. Por isso consegue estes resultados. A tecnologia utilizada pelo Walter foi desenvolvida por ele mesmo”, revela o presidente da Fiman.

A palestra de Walter Saito tem o objetivo de estimular os produtores brasileiros a adaptar a tecnologia usada no Japão para a realidade do país. “É possível sim ter a mesma produtividade ou chegar próximo do que este produtor está conseguindo no Japão. Basta que façamos as adaptações necessárias”, avalia o presidente da feira.

Colaboração Assessoria de Imprensa