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Defesa ‘abandona’ plenário e Júri de Meneghel é cancelado

(Foto: Divulgação/Viviane Nonato/Rede Massa) - Defesa ‘abandona’ plenário e Júri de Meneghel é cancelado
(Foto: Divulgação/Viviane Nonato/Rede Massa)

Depois de muitas horas, todo o aparato da Justiça desprendido, testemunhas ouvidas, provas apresentadas e o debate final em andamento, o Júri Popular que definiria a situação do ruralista Alessandro Meneghel no caso da morte do policial federal Alexandre Drummond Barbosa, foi suspenso. A suspensão foi motivada pelo abandono do plenário por parte do advogado de defesa do réu, o criminalista Cláudio Dalledone Junior. O Júri iniciou às 13 horas na quarta-feira (30), sendo que naquele dia, seguiu até o início da madrugada. Na quinta-feira (31), a sessão foi retomada às 13 horas e já entrava noite adentro, quando tudo aconteceu.

Dalledone disse que “foi desrespeitado pela promotoria” e por este motivo, abandonou o caso. O problema todo teria acontecido após as argumentações da acusação, que entre outros detalhes, usou a impressão em papel contínuo, dos registros criminais e judiciais do acusado. O advogado argumentou que “estas provas não faziam parte dos autos” e decidiu por abandonar o caso.

A promotoria classificou o abandono do plenário por parte da defesa como “uma estratégia” e lamentou  o fato, destacando que "ao invés de abandonar o caso, a defesa poderia ter argumentado para tentar convencer os jurados".

Após Dalledone abandonar o plenário, o Ministério Público pediu a prisão de Meneghel, afirmando que “o abandono do caso pela defesa foi injustificado”. A decisão do juiz, em relação a prisão preventiva no entanto, ficou para esta sexta-feira (1).

O caso

Alessandro Meneghel é réu confesso no caso que resultou na morte do policial federal Alexandre Drummond Barbosa, ocorrido em Cascavel, no dia 14 de abril de 2012, em frente a uma casa noturna da cidade. A defesa de Meneghel alega legítima defesa. Horas após o acontecido, Meneghel se apresentou à polícia. Ele chegou a ficar preso por aproximadamente quatro anos, até conseguir, no fim de 2015, o direito a prisão domiciliar.