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Delegada afirma que investigações sobre morte de jovem de 15 anos continuam

(Foto: Isabela Camargo/Rede Massa) - Delegada afirma que investigações sobre morte de jovem de 15 anos continuam
(Foto: Isabela Camargo/Rede Massa)

Diante da repercussão dos casos de crimes sexuais registrados em Paranaguá nos últimos dias, a delegada responsável pelo Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítimas de Crimes (Nucria), Maria Nyza Nanni, concedeu entrevista coletiva nesta tarde (28), para mais uma vez falar sobre a morte da adolescente de 15 anos.

Conforme a delegada, o acusado, que está preso, nega que tenha agredido a vítima. “Ele disse que no dia 20 levou ela duas vezes ao posto de saúde, porque ela teria caído de bicicleta, como não resolveu o problema, entregou a menina para a família dela”, disse. “A família disse que levou a menina para o hospital e a partir daí começou a desconfiar do marido da filha”.

Maria Nyza também afirmou, que o rapaz foi preso neste momento, por estupro continuado, já que o relacionamento deles teria começado quando a menina tinha 11 anos, sendo que ela engravidou aos 12 anos e o relacionamento seguia até agora. “Quando ela ficou grávida, a Polícia Militar registrou um Boletim de Ocorrência por estupro de vulnerável”, diz. “E, foi por isso, que agora conseguimos prender ele”.

Para a delegada, o acusado disse que “ele e a jovem viviam maritalmente, eram um casal, inclusive aceito pelas famílias e pela sociedade, sendo que eles frequentavam a igreja juntos”.

A polícia ainda afirmou que “a família teria pedido a transferência da menina do Hospital de Paranaguá para a o Hospital Angelina Caron, na quarta-feira (25), porque a família pensava em doar os órgãos, mas depois a doação não foi feita.

O inquérito agora, terá sequência, e a delegada afirma que “a responsabilidade de todos será apurada no caso”. “Ele está preso, mas as investigações seguem. O laudo do IML com a causa da morte será avaliado, o acusado, os familiares, todos serão investigados. Se restar comprovada alguma culpa, seja omissão da família, ou a agressão por parte do acusado, todos serão responsabilizados”.

Família

Familiares da adolescente que tinha recém completado 15 anos, conversaram com a produção da Rede Massa sobre o caso.

Eles afirmaram que “mesmo sendo apenas uma menina, ela tinha um filho de pouco mais de dois anos, fruto do relacionamento com o homem de 31 anos, iniciado quando ela tinha apenas 11 anos”. A família conta que tudo começou através da troca de mensagens pelas redes sociais, mesmo sem o consentimento da família.

Os quatro anos de uma relação turbulenta, terminaram na última quarta-feira (25), com a morte de jovem, causadas pela suspeita de uma série de agressões, que geraram um edema cerebral.

Para Wagner Siqueira – o irmão mais velho da menina, que tinha ainda outros quatro irmãos – o desejo neste momento é se fazer justiça. Ele afirma que os pais sempre foram contra o relacionamento entre a irmã e o homem. “Nossa mãe chegou a fazer um boletim de ocorrência na época que eles começaram a namorar. Pouco menos de um ano, a menina apareceu grávida. E um novo boletim de ocorrência por estupro de vulnerável foi aberto”, diz. O homem, que trabalhava como pizzaiolo, foi preso durante três dias e solto, conforme Wagner.

Diante da gravidez precoce, a pré-adolescente foi morar com a família do companheiro. “Sabíamos de agressões verbais constantes, mas fisicamente, não”. Para o irmão, a menina era calma e atenciosa com o filho. Tinha sonhos de viajar e conhecer outros lugares.

A família comentou ainda que uma testemunha relatou que “no último dia 20, uma discussão teria sido o estopim da tragédia familiar. A menina teria corrido atrás do companheiro na rua e, ele a teria derrubado no chão e desferido chutes na cabeça dela”.

Conforme a família, ela foi internada no Hospital de Paranaguá e a suspeita era de meningite e, após, depois foi encaminhada para o Hospital Angelina Caron, em Campina Grande do Sul, quando exames comprovaram o edema cerebral.

O corpo de Karina foi enterrado na tarde deste sábado no Cemitério Nossa Senhora do Carmo.

A família da jovem, diz que pretende lutar pela guarda do pequeno, filho dela e do acusado, que está sob a guarda da avó paterna.

Colaboração Aline Peres/Isabela Camargo/Rede Massa