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Depoimento de testemunhas marca primeiro dia do Júri de Meneghel

Foto: arquivo pessoal - Depoimento de testemunhas marca primeiro dia do Júri de Meneghel
Foto: arquivo pessoal

O primeiro dia do Júri Popular que julga o ruralista Alessandro Meneghel no caso em que é réu confesso na morte do policial federal Alexandre Drummond Barbosa, que aconteceu na tarde e noite de quarta-feira (30), foi marcado pela oitiva de testemunhas. Nesta quinta-feira (31), a sessão será retomada a partir de 13h30 e não tem horário previsto para terminar. 

Restam duas testemunhas a serem ouvidas, depois entram os debates entre defesa e acusação. O advogado de defesa de Meneghel, Claudio Dalledone Junior, conversou nesta manhã com a reportagem do Massa News e destacou que “tem convicção de que o cliente será absolvido”. “Pelo menos no que tange ao crime de homicídio sim, tenho plena certeza que ele será absolvido”, disse. 

Conforme Dalledone, o cliente dele matou para não morrer. “Ele não matou um agente da Policia Federal. Ele enfrentou uma pessoa extremamente violenta, agressiva, que no dia dos fatos estava embriagado, fato que tira o direito de estar armado e ainda usava a viatura da Polícia Federal de forma irregular”, comentou. “Ele também tinha histórico de violência em bares e casa noturnas de Cascavel. Tinha o hábito de intimidar as pessoas”, acrescenta. "Foi um tiroteio. Meu cliente foi atingido por dois tiros, mais 14 tiros atingiram a lataria da caminhonete que ele dirigia, então, ou ele matava, ou ele morria”.

Quanto ao fato de o corpo de jurados ser composto por cinco mulheres e dois homens, Dalledone diz que acredita que o julgamento deve ser bastante justo, uma vez que, para ele, as mulheres têm mais sensibilidade como julgadoras do que os homens. “O homem é a forma mais tosca da natureza, as mulheres são muito mais detalhistas. Se uma foto é apresentada a uma mulher, ela olha tudo, o reflexo atrás, a cor da roupa, os detalhes. A mesma foto olhada por uma homem é olhada, e nem sempre vista de verdade”, relata.

Quanto ao resultado, no entanto, o advogado destaca que acredita que pelo menos uma condenação o cliente deve receber. “Eu mesmo vou pedir a condenação dele em relação ao porte ilegal de arma de fogo, porque ele tinha duas armas naquela noite, agora, quanto ao crime de homicídio ele não deve, foi realmente legítima defesa”.

Testemunhas

Entre as testemunhas ouvidas ontem estão um delegado da Polícia Federal, dois policiais militares, que em ocasião anterior teriam se envolvido em um desentendimento com Alexandre Drummond em outra casa noturna de Cascavel, o proprietário desta casa noturna e peritos.

A reportagem tentou contato com o assistente de acusação André Peixoto de Souza, mas não conseguiu retorno.