23°
Máx
12°
Min

Detentos vão cuidar da manutenção e limpeza da faixa de domínio da ferrovia

Os detentos são avaliados e selecionados por uma comissão técnica (Foto: AEN/Divulgação) - Presos semiaberto vão trabalhar na manutenção de ferrovia em Piraquara
Os detentos são avaliados e selecionados por uma comissão técnica (Foto: AEN/Divulgação)

Presos da Colônia Penal Agroindustrial (Cpai), que cumprem pena em regime semiaberto e participam do projeto Patrulha da Limpeza, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, vão iniciar os trabalhos de manutenção da ferrovia no município.

A iniciativa é resultado de um convênio firmado entre o Departamento de Execução Penal do Paraná (Depen), Prefeitura de Piraquara e empresa responsável por parte da malha ferroviária no Estado.

O projeto tem por objetivo a formação de equipes para trabalhar na limpeza e manutenção das vias públicas e da faixa situada à margem da ferrovia, chamada faixa de domínio. Toda a mão de obra será de detentos da Colônia Penal, que serão orientados por equipes de manutenção da prefeitura e da empresa.

Para desempenhar a função a empresa disponibilizou aos detentos equipamentos de proteção individual, coletes de identificação, roçadeiras, sopradores, além de um ônibus que fará o transporte das equipes.

Patrulha da limpeza 

O convênio prevê a execução de serviços de capina, roçada, coleta e destinação correta de resíduos sólidos na extensão da faixa de domínio da ferrovia e em todo o perímetro urbano de Piraquara.

Na próxima semana, os detentos passarão por uma integração de segurança. O treinamento aborda as regras básicas da segurança operacional e segurança do trabalho. A ideia é que os trabalhos nas vias iniciem efetivamente ainda neste mês.

Cooperação

 Em Piraquara, um termo de cooperação entre a Prefeitura Municipal e o Depen oportuniza, há mais de dez anos, que detentos trabalhem na conservação da cidade em troca da redução das penas. Além de proporcionar a ressocialização dos presos, a medida representa economia aos cofres públicos do município com a contratação de mão de obra barata.

"O trabalho é a ferramenta fundamental para recuperar pessoas privadas de liberdade. O canteiro de trabalho é uma oportunidade para o preso aprender uma profissão para quando sair em liberdade, ele possa agregar renda aos seus familiares, sem ter que recorrer novamente a criminalidade", explica o diretor da Cpai, Ismael Meira.

Os presos que desejam participar dos canteiros de trabalho são avaliados e selecionados por uma Comissão Técnica de Classificação, que analisa o histórico criminal, a personalidade e o comportamento dos detentos dentro do sistema prisional.

Eles recebem das empresas, por mês, a remuneração correspondente a três quartos do salário mínimo regional vigente. Parte do salário pago ao preso – cerca de 20% - fica retida todo mês em uma poupança para que ele possa retirar a quantia quando sair em liberdade definitiva. Os 80% restantes podem ser retirados durante o cumprimento de pena pela família do detento, caso ele escolha essa opção.

Além do trabalho remunerado, outra bonificação para os presos que atuam em canteiros de trabalho é a redução da pena – a cada três dias de trabalho, um é descontado da pena total a cumprir.

Colaboração Assessoria Depen/PR