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Diretor do Instituto de Criminalística deixa o cargo após ação do Gaeco

Direção da Polícia Científica abrirá procedimento para apurar porque o MP não teve acesso a uma sala do IC (Foto: Google Maps / Reprodução) - Diretor do Instituto de Criminalística deixa cargo após ação do Gaeco
Direção da Polícia Científica abrirá procedimento para apurar porque o MP não teve acesso a uma sala do IC (Foto: Google Maps / Reprodução)

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp) emitiu uma nota no fim da tarde desta sexta-feira (5) informando que o diretor do Instituto de Criminalística de Londrina, Luciano Gardano Elias Bucharles, pediu exoneração do cargo após a operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrada nesta sexta-feira (5). A ação tinha como foco uma sala na sede do Instituto de Criminalística que seria do diretor-geral do Instituto de Criminalística do Paraná, Daniel Filipetto.

A nota emitida pela Sesp ainda informou que a direção da Polícia Científica irá abrir um procedimento administrativo para apurar porque os membros do Gaeco não tiveram acesso à sala em questão, já que existe uma cópia da chave no local. A Sesp esclarece ainda que o explosivo encontrado no local estava inativo e não oferecia qualquer risco de explosão – o artefato fazia parte de um processo de investigação.

A promotora Claudia Moraes Piovezan coordena os trabalhos de recolhimento de material no local, e afirma que o mandado de busca e apreensão por parte do Ministério Público foi solicitado após o acesso ao local ter sido impedido em uma visita ao órgão. “Em maio, as promotoras Leila Shimiti e Carolina Esteves fizeram uma visita de rotina e não tiveram acesso à sala. Este impedimento motivou o procedimento e pedido de ordem judicial”, explicou.

A sala investigada era usada por Filipetto para guardar documentos e materiais para perícia, e estaria trancada há cerca de três anos, sem acesso autorizado a outras pessoas. O Ministério Público instaurou um procedimento preparatório para investigar o motivo do fechamento, e não teria recebido retorno sobre um pedido de informações.

Veja a íntegra do comunicado da Sesp:

A Direção da Polícia Científica informa que será aberto um procedimento administrativo para apurar as razões pelas quais os membros do Ministério Público de Londrina não tiveram acesso a sala – uma vez que uma cópia da chave ficava na sede do instituto.

O atual diretor do instituto de Londrina colocou o cargo à disposição e nos próximos dias deve ser indicado um novo servidor para ocupar o posto.

A Direção da Polícia Científica esclarece ainda que a banana de dinamite encontrada na sala estava inerte, ou seja, sem qualquer risco de explosão e fazia parte de um inquérito que apura a explosão de um caixa eletrônico ocorrido na região.

 A Direção da Polícia Científica considerou desproporcional a ação do Ministério Público de Londrina na sede do Instituto de Criminalística de Londrina.