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Dirigir e falar ao celular aumenta em 400% o risco de acidentes

(Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo) - Dirigir e falar ao celular aumenta em 400% o risco de acidentes
(Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo)

A campanha 31 Dias para Mudar o Trânsito, do Detran Paraná para o Maio Amarelo, volta a alertar sobre os perigos de falar ao celular ao dirigir, nesta terça-feira (24). Um estudo do Departamento de Trânsito e Segurança nas Estradas dos Estados Unidos (NHTSA) aponta que o uso de dispositivos móveis ao volante aumenta em até 400% o risco de acidente. 

No Paraná, são registradas, em média, 110 mil infrações por uso do celular no trânsito todos os anos. Em 2016, de janeiro a abril, já foram 30.771 multas cadastradas por este motivo. “O tema vem sendo abordado constantemente em campanhas educativas, mas, ainda assim, as pessoas resistem em mudar o hábito”, conta o diretor-geral do Detran, Marcos Traad.

O motorista imagina que não tem problema falar no celular enquanto dirige. “Ele julga ter capacidade de sobra para realizar as duas coisas, não percebe que a atenção fica dispersa e aí também não percebe o pedestre que vai atravessar a rua, o motoqueiro que vai trocar de faixa, o ciclista que surgiu ao lado”, destaca Traad. 

Atenção

De acordo com a Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), um condutor desconecta-se da direção desde o toque inicial de uma ligação no celular. Em média, leva-se de quatro a cinco segundos para fazer o contato com o aparelho já desbloqueado – ou seja, se o carro estiver a 100 Km/h, são 120 metros dirigindo sem visibilidade da via. Outro problema é a visão restrita à frente enquanto fala ao celular, com prejuízo ao que acontece nas laterais do carro. 

Para o especialista em trânsito Celso Alves Mariano a questão é comportamental. “Não há atenção que resista ao apelo de um telefone tocando e não há mente que mantenha uma conversa ao telefone sem dedicar grande atenção”, diz ele. “Assim, todo condutor deveria colocar seu celular longe de si, ou desligado, antes de sair. Qualquer outra opção é dar chance para um fator cada vez mais presente nos acidentes de trânsito.”

Mudança

Quem já passou por um susto causado pela desatenção ao volante, como a gestora comercial Cristina Fogaça, repensa a postura ao volante e evita atender ligações no trânsito. “Estava no celular e não vi uma blitz mais à frente. Só percebi com a batida. Destruí meu carro e tive prejuízo financeiro. Hoje eu deixo o telefone na bolsa, nem olho”, afirma Cristina. 

O advogado Thiago Souza também bateu o carro. “Estava na saída da faculdade, na fila do estacionamento, em velocidade muito baixa e achei que não tinha problema atender o celular. Em questão de segundos me distraí e bati”, recorda ele.

Colaboração AENPr.