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Dois meses após série de mortes, Londrina segue sem respostas

(foto: Tribuna da Massa/Reprodução) - Dois meses após série de mortes, Londrina segue sem respostas
(foto: Tribuna da Massa/Reprodução)

Já se passaram dois meses da noite mais violenta da história de Londrina, quando 12 pessoas foram assassinadas e outras 13 baleadas em uma série de crimes desencadeada após a execução do policial Cristiano Luiz Botino, de 34 anos, na zona norte da cidade.

Pelo menos cinco vítimas fatais não possuíam antecedentes criminais. Vinte inquéritos foram abertos para apurar as mortes, uma força-tarefa foi instaurada na cidade com a vinda de outros dois delegados e reforço policial. Em duas semanas, 75 pessoas foram presas, nenhuma delas ligadas ao episódio.

No início deste mês, cinco suspeitos de envolvimento na tentativa de homicídio contra o policial Reginaldo Alves de Oliveira, de 37 anos, no início da semana em que houve a série de mortes, foram presos. 

Questionada sobre como está o andamento das investigações sobre as outras mortes, a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública (Sesp) informou que os trabalhos prosseguem, mas não divulgou detalhes. “Os casos são de alta complexidade e por isso outros detalhes serão divulgados em momento oportuno”, afirma a Sesp, em nota.

Em entrevista coletiva durante visita em Londrina no início do mês, o secretário de segurança pública Wagner Mesquita afirmou que não há pressa em concluir as investigações. “Muito embora nós tenhamos a vontade de finalizar de maneira rápida, para dar uma resposta para sociedade e para nossos policiais, nós temos que primar para fazer um trabalho completo, um trabalho em que a prova seja harmônica e técnica”.