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Dono da empresa de explosivos continua preso

- Dono da empresa de explosivos continua preso

A polícia civil de Bocaiúva do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba, continua investigando a explosão de um armazém no município, na tarde de sábado (8). Além de esclarecer como a situação aconteceu, a equipe realiza ainda o levantamento dos estragos por toda a cidade.

Por enquanto nenhuma morte foi confirmada. Os feridos estão sendo atendidos nos hospitais da região, mas o número oficial de vítimas ainda não foi divulgado. “Fomos surpreendidos com nenhum ferimento grave. Apenas ferimentos leves e danos materiais. Achamos que é um milagre, pois a cidade inteira teve dano”, comentou o investigador Fábio Reinaldo Domingos dos Santos, que trabalha com o delegado Mário Sérgio Bradock, titular da unidade. Entre os feridos estão pessoas com lesões por conta dos estilhaços, zumbido no ouvido e até casos de pânico.

O investigador conta ainda que o rastro de destruição se espalhou por toda a cidade. Com as chamas e o deslocamento de ar causado na explosão, casas que estavam a mais de um quilômetro de distância do armazém foram danificadas. O levantamento inicial aponta que pelo menos 80 construções foram danificadas ou completamente destruídas.

Bomba relógio

Durante a madrugada, policiais e o Exército fizeram a escolta da área para evitar o roubo da carga de dinamite. Além disso, a preocupação era evitar novas explosões. “Sobrou cerca de 30 toneladas de emulsão de dinamite no local. Acreditamos que se todo o material detonasse, o raio de devastação seria de 1.600 metros”, disse o investigador.

A suspeita é que um incêndio criminoso tenha causado a explosão. Um caminhão que estava estacionado no pátio da empresa foi totalmente incendiado. O veículo que pegou fogo estava ao lado de outro caminhão, carregado com uma quantidade de dinamite ainda não especificada, que explodiu.

O proprietário da empresa continua preso pelos crimes de dano ao patrimônio público e privado e explosão. “Por mais de um mês ficamos alertando sobre a falta de segurança demasiada no local, que não estava com as especificações corretas. O armazém de dinamite era uma bomba relógio. Além disso, foram registrados no local vários furtos que podem estar alimentando o mercado negro da venda de explosivos”, explicou Santos.

Empresa se manifesta

A empresa, que está no município há mais de 22 anos, divulgou uma nota em que afirma que “sempre cumpriu rigorosamente com todas as obrigações exigidas pelas autoridades competentes” e “possui todos os alvarás e licenças necessárias para o regular funcionamento”. A empresa informou ainda que tem “absoluta convicção de que a explosão ocorrida na tarde de ontem foi provocada por ação criminosa praticada por terceiro”. Além disso, se compromete a minimizar os danos causados em decorrência da explosão.